Nesta segunda-feira (11), completa 25 anos que o Brasil perdeu Renato Russo para a Aids. Até hoje, a ausência do ícone do rock nacional faz os fãs de sua legião reafirmarem uma saudade que dura um ‘para sempre’ que nunca acaba. ‘Mega fazedora’ de hits nos anos 80 e 90, Legião Urbana, na qual ele era vocalista, inúmeras vezes teve suas músicas no top 10 das rádios por muitos anos.

Em tempos em que os ‘gays’ eram considerados algo errado, Renato sempre defendia e frisava a importância de legislação que os defendesse. Sempre com uma voz mansa e humilde, ele dizia que não bastava a mídia aceitar os GLS (Gays, Lesbicas e Simpatizantes – Termo antigo usado na época), ele queria ver ‘criminalização’ de homofobia no código penal. Mesmo com uma luta incessante, nos tempos atuais, ainda existem que pessoas que veem a classe LGBTQI+ como uma sociedade ‘exclusa dos direitos igualitários’. Com tudo que já aconteceu, o Brasil segue como o País que mais mata Transexuais no mundo. A representatividade de Renato Russo foi um marco grande na história desta luta.

Antes de tudo

Nascido no Rio de Janeiro (RJ), Renato Russo Manfredini Júnior nasceu em 27 de março de 1960. Filho do funcionário do Banco do Brasil, Renato Manfredini, e de uma professora de inglês, Maria do Carmo, Renato Russo passou boa parte da vida em Brasília.

Na adolescência, mesmo enfrentando uma doença rara que por vezes o deixava em uma cadeira de rodas, o lado poeta e muito sensível ganhou forças e ele começou a trilhar o caminho da música. Seu primeiro grupo foi o Aborto Elétrico, criado em 1979. Mas o grande momento do artista veio mesmo com a criação do Legião Urbana.

Que País é esse?

Mesmo completando hoje 25 anos que morreu, o legado de Renato Russo ainda paira pela terra. Lançada em 1987, ‘Que país é esse?’, a música que veio no álbum que leva o nome da canção, ainda é usada nos tempos atuais em forma de protesto. Renato Russo escreveu a música em 1978, durante a Ditadura Militar e fala sobre as contradições sociais do Brasil. Após anos de seu lançamento, jovens e adultos utilizam a música como forma de protesto, com o atual momento político e social. As primeiras letras da música, expressa, estritamente o presente: “Nas favelas, no Senado, Sujeira pra todo lado”.

 

 

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