“Abre essa porta!”, era o que dizia Jeane Castro Soares, que tinha 38 anos, quando foi morta estrangulada pelo companheiro, Cledson Melo de Albuquerque, 51, na madrugada do dia 3 de março deste ano, na casa onde moravam há cerca de um mês, na rua das Jaçanãs, bairro Cidade de Deus, zona Norte de Manaus. Eles viveram juntos por dois anos.
Jeane, era cobradora de ônibus e de acordo com a Polícia Civil, os dois estavam juntos há dois anos, porém o relacionamento foi marcado por agressões, brigas e confusões. A família e amigos da vítima contam que Jeane, por diversas vezes, dizia que Cledson era extremamente tóxico e agressivo com ela.
Ainda de acordo com a família, ela parou de contar à família os abusos que sofria, devido às revoltas dos parentes quanto ao agressor, porque não conseguia terminar o casamento. Cledson, no entanto, nega todas as acusações.
Histórico violento

No dia da morte da cobradora, vizinhos relatam que ouviram os dois discutirem e trocarem xingamentos e estrondos vindo do apartamento onde os dois estavam. Na noite anterior, o casal teria saído para comemorar o aniversário dela, e na volta para casa iniciaram uma briga, que o motivo ainda é desconhecido pela polícia.
A delegada Marília Campelo, contou que Cledson já tem boletins de ocorrência registrados em nome dele, pela ex-companheira por violência doméstica. Jeane, também já tinha saído anteriormente de um relacionamento abusivo.
O acusado não confessou o crime, mas para a polícia não há dúvidas de que ele seja o autor da morte dela. Um dia após a morte dela, ele foi na delegacia e em depoimento disse que saiu do apartamento e depois não conseguiu mais falar com Jeane e pediu ao proprietário do local que alguém fosse ver se estava tudo bem.
Ela foi encontrada morta, nua, com escoriações na cabeça, rosto, corpo, unhas quebradas, que indicam sinais de luta e estrangulada em cima da cama.
Violência e Cárcere

A irmã de Jeane, disse em depoimento que em dezembro do ano passado, a vítima estava grávida de cinco meses e perdeu o bebê durante um aborto. Uma semana depois, ela apanha do companheiro
Ainda de acordo com a irmã dela, Jeane chegou a ficar em cárcere privado no antigo endereço deles. Cledson, se entregou na DEHS na tarde de quinta-feira (14), acompanhado de um advogado, depois da Polícia Civil pedir a prisão preventiva em nome dele e fazer buscas nos endereços dos familiares e até em Juruti, no estado do Pará.
Ele era considerado foragido. As imagens de câmeras de segurança próximo ao apartamento deles mostram quando por volta de 7h o suspeito saiu do local como se nada tivesse acontecido. Agora, preso, ele deve responder por homicídio qualificado por feminicídio e está à disposição da Justiça.