Este não é o roteiro de um filme de terror, mas a história real de Leslie Flint, o homem que desafiou a ciência por mais de 50 anos. Ele foi o médium mais testado do mundo, e até hoje, ninguém conseguiu provar que ele era uma fraude. Leslie Flint (1911–1994) é amplamente considerado o médium mais testado e pesquisado da história. Ele se diferenciava de quase todos os outros por uma faculdade rara: a Voz Direta Independente.
Flint nasceu em Londres em 1911 e atingiu o auge de sua fama entre as décadas de 1930 e 1960. Ele era famoso por afirmar contatar os espíritos de celebridades mortas e costumava gravar suas sessões. Ele afirmava que seu familiar, Mickey, era o espírito de uma criança que havia sido morta em 1910. Flint afirmava ter visto seu primeiro espírito aos sete anos de idade, quando seu tio falecido lhe apareceu em casa. Ele realizou sua primeira sessão espírita aos 17 anos.
“Voz Direta Independente”
Diferente da psicofonia (onde o médium fala em transe), no caso de Flint as vozes não saíam de suas cordas vocais. Elas pareciam emanar de um ponto no espaço, cerca de 60 cm acima de sua cabeça ou ao seu lado. Ele permanecia acordado e podia conversar com os “espíritos” enquanto eles falavam com os presentes.
Ao longo de décadas, Flint foi submetido a experimentos extremos para descartar ventiloquismo ou fraude:A Prova do Líquido: Ele era obrigado a encher a boca com água colorida antes da sessão. As vozes continuavam falando claramente por horas, e ao final, ele cuspia o líquido intacto.
O Teste do Microfone
Pesquisadores prenderam microfones sensíveis à sua garganta para detectar vibrações nas cordas vocais. Enquanto as vozes “espirituais” falavam, a laringe de Flint permanecia em silêncio absoluto.
Selado
Ele foi diversas vezes selado com fitas adesivas e amarrado a cadeiras sob observação de cientistas e eletricistas, sem que o fenômeno fosse interrompido. O maior legado de Flint é a Leslie Flint Trust, um arquivo com milhares de fitas gravadas entre as décadas de 1950 e 1980.
Nelas, ouvem-se vozes com sotaques, timbres e vocabulários totalmente distintos — desde figuras históricas como Oscar Wilde e Chopin até pessoas comuns que descreviam o “outro lado” com detalhes técnicos e filosóficos.











