“Os humildes serão exaltados!”

  Nos registros bíblicos, David um rapaz criado como pastor de ovelhas, depois se tornou um líder tribal do povo de Deus, após travar um duelo de morte com o gigante Golias na luta contra o filisteu, invasores que envergonhou a condição do povo de Israel por séculos. Lá a divisão era entre monoteístas e politeístas pagãos que causou muita perseguição, dor e constrangimento na História antiga. Aqui, em pleno terceiro milênio, a segregação é política – com a falta de água e luz, hospitais e postos de saúdes, transporte públicos e educação  –  se manifestou sua enorme perversão no pleito de domingo passado, separando a velha política e os humildes de Manaus num pleito xoxo e mixuruca com a presença divina de uma chuva que caiu em formas de benção. 1/3 dos eleitores ficaram e casa, não por medo do Covid 19, mas como protesto contra a mesmice do grupo político liderado pelo velho Amazonino Mendes.

Sacrifício de mãe

Quis o destino que “dona Rosa”, a flor do jardim do prefeito,  partisse na véspera do pleito que transformou o filho dela em esperança.  David Almeida se recolheu nesses 15 dias de segundo turno e abriu mão de fazer campanha nas ruas para ficar ao lado da mãe, internada com a Covid que lhe prometeu sair do hospital no segundo turno. Famosa no Morro do Liberdade por sua caridade, ela não pode cumprir a promessa. “Vocês votaram em mim no lugar dela. Minha rosa, minha flor”, emocionou-se David em seu primeiro pronunciamento.

A vitória do candidato do Avante foi permeada pela dor de perder sua mãezinha querida, a quem homenageou com o rosto estampado na blusa usada para agradecer a Manaus pela confiança. David perdeu Lúcia, a amada esposa que traz na aliança e no gesto de campanha, e menos de um ano depois viu “dona Rosa” partir. “É um misto de alegria e tristeza.”, confessou diante dos apoiadores.

Agora, o motorista que um dia foi contratado para fazer panfletagem numa eleição em Manaus se ajeita para comandar a cidade. “O menino do Morro virou prefeito”, comemorou, fazendo as honras do Morro da Liberdade, de onde desceu para dizer ao povo que está pronto. “Meu dono é o povo. Meu senhor é Deus”, disse o prefeito eleito, prometendo acabar com os tempos dos caciques. “Como dizia Raul Seixas, eu não posso entender tanta gente aceitando a mentira.”

A verdade vos libertará.

 

 

Maldades do “Cara de Xoxota” quase cola 

E não adianta argumentar que estava suspendendo a campanha em respeito ao passamento da genitora de seu opositor. Seu marketing do mal aprontou todas as maldades de sua caixa de Pandora contra o humilde David. Quiseram evitar que os pobres das Zonas soubessem da enfermidade da mãe de David como justificativa dele não ter ido ao último debate, como se o maior fujão de todos os enfrentamentos democráticos dos horários políticos não fosse o senhor Amazonino Armando Mendes. Que já se considerava eleito diante das mentiras e falácias lançadas nas redes sociais pelo seu marqueteiro Eguiberto Baptista. Isso mesmo: o arsenal de maldades lançados contra David, foi de autoria do Sr. Sinistro e não do Marcos Martinelli. Um gaúcho frouxo que no lugar das bombachas usa brincos e bases na cara de pau, imediatamente demissionário quando foi obrigado a fazer o mal com desproposito à opinião pública. Dr. Deodato que nos desminta!

Negão está OFF  

Faltou à decantada boa vontade do ex-governador Amazonino Mendes e seu paternalismo distraído de achar que o povo se satisfaz com o esquema romano panis et circensis, que alivia a consciência dos poderosos e relaxa as tensões sociais. Faltou a sensibilidade de perceber que seus amarras-cachorros estão com o prazo de validade vencidos. Que as pesquisas do Durango e do Ronaldo são Águas de Alfazema em sua banheira de água quente como um Cézar baré… E na Zona Leste, Norte, Sul e Oeste excelência, não tem água nem nas torneiras, nem luz, quanto mais na abundancia necessária ao cumprimento das promessas e encomendas espirituais ao longo de quatro décadas em que você mandava chover e fazer sol nos governos.