Foi lançada nos bastidores da política do Amazonas, a Operação denominada Verdade, para espalhar a luz sobre a cizânia entre os postulantes à cadeira, à chave do cofre e à caneta do governador do maior estado da federação. David Almeida, e o seu fiel escudeiro, Renato Jr., dileto pupilo e atual prefeito de fato e direito, quase-sempre-em-exercício, e uma quantidade surpreendentes de apoiadores e correligionários, foram ao lançamento oficial de sua candidatura ao governo do Estado, tendo em vista, obviamente, a disputa eleitoral deste ano. E outros reluzentes e atraentes carnavais.

(Força da expressão)
O dicionarista Aurélio Buarque traz referências indiretas à expressão Verdade, um regionalismo frequente no jargão nortista, associado à lealdade, notadamente baré, mas universalmente aceito em todo Vale Amazônico, para descrever o estado beligerante já anotado nos enfrentamentos das mulheres guerreiras com os índios excitados, a fim de qualquer coisa que lhes desse prazer e glória, daí, provavelmente, a expressão bíblica “eu também sou filho de Deus e quero governar meu estado”, e nada tem do menino David que matou o gigante Golias com uma pedrada, afinal, especular não faz mal a ninguém, mas todo mundo estava cansado de saber das intenções do David. Até o gigante!

Nome aos bois
Na entrevista coletiva desta segunda-feira, David esclareceu os últimos acontecimentos que envolveram uma assessora sua e nomeou a pessoa que está por trás de tudo: o governador Wilson Lima. Tachando o governador como chefe de uma organização criminosa, juntamente com o delegado geral e o secretário de Segurança, citando as acusações que pesam contra Wilson no STJ.
David Almeida responsabilizou o governador Wilson Lima, como o mentor da operação Erga Omnes, “tão verdadeira como uma nota de 300 reais”, segundo disse. Para o prefeito, tudo foi montado para evitar que ele (David), lançasse sua candidatura nesta segunda-feira, mesmo o governador sabendo que, juridicamente, não havia nada contra Anabela Cardoso, que nem era o alvo da ‘operação fanta”, mas o próprio David Almeida.

Operação sem pé nem cabeça
Antes de entrar no assunto de sua candidatura, David explicou as movimentações financeiras de Anabela nos últimos cinco anos, esclarecendo que ela é viúva de um deputado federal e ganha uma pensão em torno de 38 mil reais; além disso, recebe outros proventos como servidora pública, além do salário de assessora da Prefeitura, o que dá algo em torno de 70 mil reais.
“Esses um milhão e duzentos mil movimentados em cinco anos por ela, foi o dinheiro que ela recebeu dos cargos que acabei de citar. O que ela repassou para a agencia de turismo foi somente 36 mil reais”, disse David.

Filho de Ajuricaba
“Manaus elegeu um prefeito corajoso, que enfrenta qualquer adversário. Um filho de Ajuricaba que não se dobra ao jugo dos forasteiros que aqui chegaram. Prefiro me afogar no Encontro das Águas do que me acovardar para forasteiros que aqui chegaram; os de fora são bem vindos, para somar, para ajudar, não para querer traçar o destino dos amazonenses. O Amazonas é dos amazonenses”, disse.
Ainda falando sobre os “forasteiros do mal”, David Almeida defendeu que o povo da floresta é quem tem que governar o Amazonas, lembrando que o Amazonas é tão bom, que deu oportunidade de um forasteiro, como menos de dez anos de Amazonas, ter dois mandatos de governador. “Só que o estado não aguenta mais essa situação caótica que está ai, em todas as áreas”, salientou.

Grandes realizações
“Renuncio à prefeitura com a consciência do dever cumprido, de ter realizado o que prefeito nenhum realizou, em todas as áreas; fui o prefeito que asfaltou ramais, que criou e equipou a Guarda Municipal, que atuou em todas as áreas, da Saúde à Educação. Então, deixo para o Renato (Jr) um município com a máquina administrativa azeitada, uma pessoa com quem vou trabalhar em parceria, ombro a ombro, caso seja eleito governador”, complementou.
O grande problema, segundo ele, é que sempre aparem uns “zinhos”, que querem atrapalhar e se perpetuar no poder, mas, segundo ele, esses “zinhos” não o intimidam e por não acharem fatos para o acusarem, miram a metralhadora em pessoas honestas que trabalham com ele. “Esse delegado geral devia combater são as três bocas de fumo que existem atrás da delegacia dele, e não fazer parte de uma operação fanta, que não prendeu um traficante, não apreendeu um quilo de droga, um carro de luxo, sequer, nem chegou a um nome de nenhum traficante. Para se ter uma ideia, esse delegado fez vinte perguntas para o rapaz da agencia de Turismo. Dessas vinte perguntas, dezenove foram sobre mim e minha família”.

Cortesia republicana com Omar e Eduardo
Na entrevista, David aproveitou para elogiar o senador Omar Aziz, com quem tinha aliança há alguns meses, mas ressaltou que não podia continuar com a parceria. “Me senti intimidado, ameaçado para continuar apoiando o Omar e ninguém me intimida, nem trabalho sob pressão, aliás, aproveito para dizer à ele (Omar), que ele deve continuar no Senado; ele é um ótimo senador…mas governador, não”, pontuou.
David aproveitou para lembrar que a Aliança com Eduardo Braga continua e que nos próximos dias o Avante estará oficializando esse apoio ao partido de Eduardo. Ele deixou em aberto também, que novas alianças podem surgir com outros partidos. “O certo é, David Almeida é candidato a governador”, disse. Durante a coletiva, Almeida adotou um tom de pré-campanha, comparando indicadores da capital com os do interior do estado. Ele destacou a educação municipal como exemplo a ser seguido. “Me dói o coração ver que o estado do Amazonas, no interior, ocupa os últimos lugares da educação”, afirmou.
O prefeito também aproveitou o momento para promover realizações da sua gestão em Manaus, ressaltando melhorias estruturais nas escolas municipais. “Em todas as salas de aula da escola municipal há infraestrutura melhorada”, apontou.











