O Maskate cantou a pedra. De uma hora pra outra a coisa pro coronel começou a clarear, deslanchar e  brilhar.  A hora está chegando e tudo começa a assustar quando começa a acontecer. A chegada dos filhos de presidente Jair Bolsonaro depois da convenção do padrinho – aqui pra nós – chegou a provocar maiores reboliços na campanha e deixou de ser um alívio muito grande nos apoiadores do Menezão que são como São Tomé. Ver pra crer. Os afilhados chegaram a Manaus e o padrinho foi buscá-los no aeroporto, fizeram fotos, gravaram mensagem e foram descansar no hotel de selva recomendado pelo PR Jair.

Que ninguém saiba, com aquela compulsão de dizer que é louco pelo Amazonas, e que do que não existe no universo lugar melhor pra se viver, a família Bolsonaro, junto com o general Mourão, já está fazendo essa ponte a cada dois meses… E suas visitas podem até fazer parte de uma estratégia que possa vir a oferecer solução para os enigmas que se acumulam e interrogações que se espalham na mente conturbada, aperreada e tresloucada dos adversários do coronel Menezes, em particular do Negão.

Bufunfa e louvor 

Nem a debandada do capitão Alberto Neto, sob o comando do deputado Silas Câmara – deputado e oficial da PM obedece um pastor na função para entrar no pleito apenas para participar e esvaziar os adversários do Mazoca. Afinal, o capitão, que não conseguiu qualquer cargo de realeza do Planalto Central, desenvolveu a virtude da bilocação  eleitoral, se fazendo passar como o candidato da Direita.

Capitão sob o comando do Pastor

Não importa as cores de sua bandeira, já que seu umbigo é incolor e só precisa de bufunfa e louvor, do Silas. O resto deixa com Orsine Jr., gente boa demais, mas que não perde a ocasião de navegar onde o vento sopra a favor. Galhos fracos e barreiras que o Gigante pretende  ultrapassar e lhe garantir uma vaga para deputado federal em 2021. O que preocupa – em última análise e balanço – é que poderá ser justamente a vaga do capitão Alberto Neto. Ou não?

  Menezão monta equipe de secretários e dispensa a verba partidária 

  Quanto a certeza de apoio do PR Jair, a chegada dos sobrinhos e a agenda certa do general Mourão em Manaus, é na verdade  um alívio conjuntural. Afinal, não se trata de promessas de um dia vencer a batalha pela Prefeitura de Manaus, como território conquistado para ganhar a guerra tomando o governo do Estado e a próxima vaga do senado do Amazonas em 2020. Antes da campanha, Menezão já vem fechando sua equipe de trabalho e até dispensou a verba partidária.

O hebreu já tem até diagnóstico e prognóstico prontos e a uma listagem completa do pleito desse ano: se perdemos Manaus, adeus governo e senado em 2020.  Foi também pra isso que ele montou sua estratégia de combate. 10 candidatos no front para enfraquecer a oposição ao Negão. E qual seria seu outro resultado?  Pergunta ao Wilson Lima.

Menezes recebeu vídeo de apoio de Bolsonaro e agora recebeu os filhos pessoalmente em Manaus