Foi aprovado, nesta segunda-feira (15), por unanimidade o Projeto de Lei enviado pelo Executivo Municipal que autoriza o município a adquirir vacinas para combate à covid-19, diretamente dos fabricantes, inserindo o Município no Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

A mensagem, que já está na Casa Legislativa desde a última quinta-feira (11/3), foi deliberada durante a sessão desta segunda e encaminhada para análise conjunta das Comissões de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), de Finanças, Economia e Orçamento (CFEO) e de Saúde (Comsau).

Durante a sessão, vereadores sugeriram que o prefeito inclua determinadas categorias nos grupos prioritários. Enquanto Jaildo dos Rodoviários (PcdoB) pletou pelos rodoviários, o professor Samuel (PL), solicitou que aos profissionais da educação seja dada prioridade, já o Capitão Carpê (PRB), pediu que os militares sejam imunizados.

Enquanto isso, outros intercederam por cardiopatas e pessoas Down.

Apesar de enviar a mensagem para a aquisição das vacinas, o líder do prefeito na Câmara, Marcelo Serafim (PSB) explica que Manaus está em um processo de vacinação adiantado e que é referência inclusive para a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

“Nossa cidade é referência em vacinação contra o coronavírus, tanto que o prefeito David Almeida, foi procurado pela Opas, que pediu informações sobre o sistema de drive-thru que tem sido bastante eficiente na imunização dos grupos prioritários”, afirmou.

Para as prefeituras, a principal vantagem da compra em consórcio é o ganho de escala e a condição de negociar volumes e prazos internacionalmente.

No entanto, as prefeituras ainda não podem comprar vacinas por si mesmas. A autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), concedida em fevereiro, prevê a compra de vacinas por Estados e Municípios apenas no caso do governo federal não cumprir o Plano Nacional de Imunização, ou caso as doses previstas no plano sejam insuficientes.