Para eles, uma guerra atômica global é inevitável e não haverá vencedores. O planeta seria devastado, a vida entraria em colapso e apenas poucos humanos sobreviveriam, vivendo de forma primitiva. Somente depois desse colapso humano eles se revelariam. Com sua tecnologia, seriam capazes de eliminar a radioatividade, restaurar a Terra e fazer com que os sobreviventes passassem a vê-los não como invasores, mas como a última esperança.
— Mas se eu contar que estive aqui e tudo o que ouvi e vi em Acart? — Arthur questionou.
— Não adianta. Nós conhecemos todos os seus segredos. Vocês não sabem nada sobre nós. Nós temos razão, ninguém vai querer acreditar em você… — foi a resposta.Durante os oito dias em que esteve no planeta, Artur descreveu cidades extremamente populosas e altamente organizadas. Foi justamente o crescimento excessivo da população, discutido dentro desse governo central, que no passado levou à consideração de uma invasão da Terra como alternativa de expansão e colonização. Essa possibilidade, porém, acabou sendo descartada.
Segundo ele, Acart possuía um único governo e um único líder, cujo cargo máximo era chamado de o Filho do Sol. Toda a sociedade funcionava sob controle do governo, com todos os habitantes trabalhando para o sistema. As condições de vida eram iguais para todos, com acesso garantido à educação, à cultura, à saúde, ao alimento e às tecnologias, sem distinções.
Em seu retorno, Artur relata a saída do planeta e a ida até uma estação espacial em órbita, de onde viu o Sol nascer por trás do planeta. Em seguida, o alien sugeriu que Artur se deitasse em uma espécie de maca. Assim que ele se deitou, uma luz se acendeu no teto, diretamente sobre ele, e Artur perdeu a consciência.
Ele acordou horas depois, sem entender o que havia acontecido. Há fortes indícios de que os seres não queriam revelar como realmente funcionava seu processo de viagem em grandes distâncias. Artur acorda horas depois e se surpreende ao ver que todos os aliens agora vestem escafandros completos. Apenas ele continua com suas roupas da Terra, simples e comuns.
Seu guia afirma que estão “em algum lugar da Terra”. O detalhe, que parecia sem importância, logo se torna estranho. Ao observar ao redor, Artur vê gelo e neve até onde a vista alcança e conclui que estão no Polo Sul. Sem dar explicações, a nave decola novamente e, depois de algum tempo, o deixa em um campo, a cerca de cinco quilômetros de Sarandi. Artur foi para casa cambaleando pela estrada e levou cerca de uma semana para organizar as ideias confusas, fazendo desenhos e anotações sobre a viagem. Depois de escrever à mão todo o relato da experiência vivida em outro planeta, Artur Berlet publicou o livro.
Abdução – Viagem alucinante para as estrelas
Tudo aquilo era fantástico. As criaturas daquele lugar pareciam estar séculos à frente no campo da ciência. Ele imaginava que,...











