Com o tema “Amazônia brasileira no contexto do desenvolvimento econômico do Brasil”, o superintendente da Suframa, Algacir Polsin, e a diretora do Departamento de Desenvolvimento Regional e Urbano do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Adriana Melo, participaram do Conecta Sebrae, integrante da 1ª Feira de Agronegócio da Amazônia (Agrolab Amazônia), realizada em setembro em ambiente virtual e 3D. O evento foi mediado pelo deputado Cirone Deiró, presidente da Comissão de Agropecuária e Política Rural do Estado de Rondônia.

Entre as pautas abordadas durante ao evento, estiveram a questão logística da região, a regularização fundiária e a busca de novos vetores econômicos para a Amazônia Ocidental e Amapá e o apoio da Suframa aos projetos e demandas de estados e municípios de sua área de abrangência.

Na logística, Polsin destacou que os avanços nas licitações para a BR-319 são importantes, mas não serão a solução definitiva para os problemas logísticos da região, em razão das cargas de grandes volumes, que deverão continuar sendo realizadas pelo transporte fluvial e de cabotagem. Outro ponto ressaltado pelo superintendente foi a necessidade de fomentar novos vetores econômicos na região amazônica, especialmente com vistas a reduzir os focos de queimadas. “Precisamos tirar a população de uma economia que é baseada num ilícito ambiental e a única maneira é substituindo esse vetor econômico.

Polsin afirmou que nos seus três primeiros meses de gestão tem trabalhado ações no Amazonas que serão piloto para os demais estados de abrangência da Autarquia. “Queremos reforçar a indústria e incentivar a bioeconomia, agregando valor ao produto regional”, disse. A Autarquia também possui um projeto para impulsionar o turismo a partir da abertura de algumas empresas do Polo Industrial de Manaus como centros de visitação. “São distintas ações que posteriormente poderemos levar aos demais estados da nossa área de atuação”, afirmou.

Outra forma que a Suframa vem atuando junto aos estados e municípios de sua área de abrangência é a partir da intermediação para a captação de recursos para a execução de projetos. “Estamos criando um banco de projetos para sermos intermediários atrás dos recursos, seja via emenda parlamentar, Sudam, Calha Norte, entre outros. Um exemplo é o convênio para a construção do Feirão do Distrito de Triunfo, em Rondônia, por meio de emenda parlamentar. Em parceria com o Sebrae também estamos atuando para estimular indicações geográficas e marcas coletivas, como é o caso do tambaqui do Vale do Javari e mel de Vilhena, entre outras ações”, afirmou o superintendente.