Entrou em operação a usina geradora de oxigênio instalada pelo Ministério da Saúde no município amazonense de Tabatinga, fronteira com a Colômbia, cerca de mil quilômetros distante de Manaus. Com ela, já são 18 usinas instaladas em hospitais e unidades de saúde no estado, reduzindo a dependência do fornecimento externo do produto e ajudando a equalizar o problema de abastecimento de oxigênio no Amazonas, diante da situação da Covid-19 na região.

A usina de Tabatinga vai fornecer oxigênio para a Unidade Básica de Saúde (UBS) e a maternidade da cidade. A instalação faz parte de uma ação integrada entre Ministério da Saúde e governo do Amazonas. Ao todo, 62 usinas de pequeno e médio porte serão instaladas no estado.

A usina de Tabatinga foi doada ao Ministério da Saúde pelo Hospital Sírio Libanês/Fundação Itaú, juntamente com outras quatro, que serão direcionadas ao interior. As 18 usinas que já estão operando conseguem produzir 227 metros cúbicos por hora.

Tabatinga tem uma forte presença indígena, 45% do total de habitantes. Além dos seus moradores, as unidades de saúde da cidade atendem também pacientes de municípios vizinhos.

As cinco usinas doadas pelo Sírio Libanês/Fundação Itaú somam-se a outras sete que foram requisitadas à indústria nacional pelo Ministério da Saúde, das quais seis foram instaladas em Manaus e uma no município de Manacapuru. A estratégia estabelecida pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, é fortalecer a rede de geração de oxigênio no Amazonas para reduzir a dependência do gás industrializado fornecido por empresas contratadas.

Manaus

Mais duas unidades hospitalares já contam com usina de oxigênio em operação desde a última terça-feira (02), o Hospital Nilton Lins, onde vai permitir a abertura de novos leitos para pacientes de Covid-19, e o Instituto da Criança do Amazonas (Icam). No Hospital Nilton Lins a usina foi um empréstimo do Hospital de Amor/Barretos (SP) e no Icam foi instalada uma das requisitadas pelo MS.

Na manhã desta quarta-feira (03), chegou a Manaus uma nova usina, que será instalada no Hospital Universitário Getúlio Vargas, ampliando sua capacidade de geração de oxigênio e garantindo a abertura de aproximadamente 70 leitos clínicos e novos leitos de UTI. A usina que funcionava lá até então, de menor capacidade produtiva, será levada ao município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, reforçando a rede de abastecimento no interior.