O lutador amazonense José Aldo não gostou da avalanche de críticas que recebeu no fim de semana, após levar uma verdadeira surra do russo Petr Yan, na disputa do cinturão peso galo (61,2kg) no UFC 251, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi. José Aldo encarou o revés onde foi atropelado no último assalto, deu méritos ao algoz pelo resultado e a conquista do título. O manaura prometeu que voltará ainda mais fortalecido ao octógono, apesar de muitos afirmarem que já é hora dele parar. Foi a terceira derrota consecutiva no UFC.

Aldo, de 33 anos, não resistiu aos golpes e ao ritmo forte do russo no quinto round. O brasileiro foi a knockdown e foi atropelado por Petr Yan no chão, o que levou o árbitro Leon Roberts a interromper a luta – para muitos com atraso -, aos 3min24 do último assalto. O russo conquistou o cinturão que estava vago desde a aposentaria de Henry Cejudo, em maio passado. O manauara, por sua vez, perdeu a chance de se sagrar campeão em outra categoria. Entre 2010 e 2015, ele dominou a divisão dos penas (65,7kg).
“Hoje (domingo) acordei pensando no que dizer a todos, e o que tenho a falar é que a derrota faz parte do esporte, faz parte da minha vida e só não perde aquele que não luta. Eu dei o meu máximo nessa luta, dei o máximo e o melhor nos treinos, dei o meu máximo na minha alimentação, mesmo em tempos de pandemia eu batalhei pelo o que eu queria, mas infelizmente não deu. Ninguém mais do que eu queria muito esse cinturão, queria muito fazer história mas o meu adversário se saiu melhor ontem e ele tem os seus méritos”, postou.
“Mas as pessoas tendem a carregar a ideia de um mundo perfeito e esquecem que perder uma batalha não te torna capaz de humilhar e muito menos descartar o outro. Empatia é se colocar sempre no lugar do outro. Eu voltarei muito mais forte do que já sou. A minha gratidão fica para minha equipe Nova União, aos meus amigos, fãs e minha família a quem dedico o meu melhor todos os dias. Força e honra sempre! Deus é conosco”, concluiu o brasileiro.