Por: Dr. Divaldo Martins
Socializo este indignado artigo de um colega meu, juiz de direito lá nas Alagoas, e também jornalista, para a reflexão de todos nós.
Após, faço uma breve observação, que, devidamente autorizada por ele, bem poderia ser considerada uma nota de rodapé.
“Desculpando-me com as mulheres da ‘difícil vida fácil’, que para sobreviverem são obrigadas a mercantilizar seus corpos, sofrendo todo tipo de humilhação e violência, eu inicio este artigo externando minha irresignação, meu inconformismo e minha revolta com os CORRUPTOS do nosso País, e com os seus cúmplices, defensores e simpatizantes.
Acho desnecessário dizer que o pior dos LADRÕES é o gestor público CORRUPTO. Ele, além de se omitir em relação à obrigação de bem administrar o patrimônio público, rouba o dinheiro que deveria ser aplicado para atender às necessidades básicas da população tais como saúde, segurança, ensino público de boa qualidade, e amparo respeitoso, digno e humano aos idosos, jovens, adolescentes e crianças.
Ao contrário disso, esses vermes surrupiam o erário, fazem fortuna pessoal de forma criminosa, tomam de assalto o poder e quando pegos com o roubo nas mãos surge uma ‘autoridade’ que, se dizendo legalista anula provas, suspende a tramitação de processos de corrupção, absolve e põe na rua perigosos ladrões, participantes de grandes quadrilhas e de grandes assaltos aos cofres públicos, todos, a fazer inveja ao icônico ladrão inglês Ronald Biggs, o assaltante do trem pagador de Londres – que fugiu pra cá, para este paraíso da impunidade, e as ‘autoridades brasileiras’ brigaram para mante-lo em seus ‘quadros’, logrando êxito.
Seguindo a lógica jurídica libertária aplicada aos casos dos ladrões do erário e da esperança do povo sofrido do nosso País, cabe defender a tese de que as prisões nestas ‘terras brasilis’ devem ser esvaziadas e os Policiais, Promotores Públicos e Magistrados devem encerrar suas atividades para que a nossa LEI PENAL deixe de ser aplicada apenas para punir os três P’s do descaso social, os ‘pretos, os pobres e as putas’, excetuando-se, certamente, as PUTAS DO PODER.”
(*)
José Firmino de Oliveira, Juiz de Direito aposentado em Maceió/AL, e Jornalista.
Obs.: Muito bom o artigo do amigo e colega amigo Firmino!
Esta é também a minha indignação!
Acrescento um algo mais a lamentar: de tão sistêmica, continuada, metastática, a corrupção em nosso País nos últimos anos, e por contas das defesas mais pungentes dos políticos corruptos de estimação, que lhes fazem os seus fiéis escudeiros, grande parte da população parece acometida da ‘Síndrome de Estocolmo’, posto que até aplaudem a quem lhes tira a dignidade, o sangue, a vida.
Um caso de saúde pública tão ou mais grave que a COVID-19.
Pensemos nisto!
A COVID-19 vai passar, com certeza!
E a corrupção?