Live do presidente na campanha do coronel faz o Negão desabar!

Correndo da sala pra rede, com passagem obrigatória pelo vaso sanitário da reflexão e alívio, o candidato a prefeito  de Manaus, Amazonino Armando Mendes, foi aconselhado pelo amigo, Dr. Deodato, o único cristão assumido em todo território amazonense,  a ser chamado de vice pela manhã e de médico particular à noite, pra espantar a angústia pela espera das Lives de Jair Bolsonaro. Ele e o resto da torcida do Atlético Rio Negro Clube, que anda entregando a sede por motivo de direitos trabalhistas, já perceberam que o problema do Negão sempre foi a sua equipe, desqualificada e futriqueira no mundo,  disposta a trocar o batente por uma fofoca inconsequente, que não deixou o médico ser seu vice e trabalhar decentemente. Por isso a Live sumária, sem direito à contestação ou discussão, do presidente Jair Bolsonaro, na tarde desse fim de outubro, foi como um soco na boca do estômago do glorioso, com direito à contagem do nocaute. 

Rindo com as paredes 

Foi um depoimento emocionado de quem deixou de lado os papéis e o cargo de mandatário da nação, pra permitir aflorar sentimentos, lembranças e amizade. Afinal, o candidato a prefeito de Manaus, o glorioso Menezão, deve tudo e o resto de sua trajetória e ascensão ao presidente Jair Bolsonaro e sua parceria inesgotável plena e prenha de inumeradas manifestações, desde que assumiu a presidência da República. Uma relação decente e carregada de objetivos políticos, ao menos por parte do coronel, conforme faz questão de lembrar o capitão Carvalho, seu secretário protetor que deve ao coronel Menezes a primazia de ter por perto este manaura nascido na Cachoeirinha, enxerido no Alvorada e Compensa, e careca quando entrou para o Exército Brasileiro, a quem cuida de sua agenda por mais de trinta anos.

Apostas precoces

Tudo começou na Academia Militar das Agulhas Negras, quando os alunos Menezes e Bolsonaro cursaram e se formaram nas fileiras de uma das mais conceituadas academias do País. Durante todo esse tempo a amizade cresceu tanto que os dois viraram compadres. Eleito, Bolsonaro convidou cel. Menezão pra assumir a Suframa. Menezes fazia o tirocínio da profissão de militar e administrador atrás de uma agência de desenvolvimento travada no tempo e na incompetência gerencial da classe política dominante. Ele viera sozinho da caserna sinuosa do EB, e andou degustando uma experiência administrativa=financeira como diretor de um banco mercantil. Em pouco tempo, como gestor da Suframa, foram tantas revelações de sua administração, que os dois decidiram que estava na hora do coronel botar o nome à prova e tomar a Prefeitura de Manaus para a direita, e, depois, o governo do Estado, em 2022. Tudo combinado e decidido pra hora certa.



Um capitão pra chamar de seu! 

Pois é… como é que o coronel Menezão poderia imaginar que suas relações de compadrio com o presidente da República, o projeto de Mito, lhe propiciasse disputar uma eleição para alcaide da mais importante cidade do norte do Brasil? Uma aproximação com a lenda viva que  ele ajudou a divulgar e venerar. O fato é que, de repente, em pleno Janeiro, numa conversa em Brasília, decidiram governar Manaus, apostando em seu cacife, coisa que o próprio Menezes já sabia há muito tempo e seguro num projeto político muito mais amplo.

Tudo pela Amazônia, Selva! 

Daí pra sair candidato  a prefeito de Manaus foi um passo e um parto sem anestesia, apenas muita confiança e esperança calçada de uma cumplicidade total. O coronel ciente do poder de fogo do capitão Jair Bolsonaro, dispensou todo e qualquer apoio da velha política e do Fundão Eleitoral. Do outro lado, Bolsonaro apostou mais uma vez as fichas da confiança e a certeza de uma comunhão perenal. Usou sua imagem e a língua entrando de sola na campanha política em Manaus, contrariando as expectativas de Amazonino Mendes em não ter que enfrentar um candidato da direita. Sem explicações, razões ou alternativas, eles virão pra cima do Negão. Covardia?



Pra bom entendedor: (Box)  

  • Menezão nunca escondeu que o presidente viria ajudar a fazer sua campanha nas múltiplas tentativas de seus opositores em negar que ele teria esse apoio decisivo 
  • Sem contar na armação pra derrotar o coronel, no pleito municipal de 2020, foram criadas algumas frentes pra trabalhar na divisão dos votos da Direita por debaixo dos panos, pra eleger o Negão… 
  • Essa só não doeu mais do que a história do candidato que iria enfrentar o Amazonino no segundo turno teria que ser o David, pra evitar o Menezão… 
  • …Por isso o coronel foi pras biqueiras, feiras, becos e buracos mostrar sua careca reluzente e posar de bacana!!!