Uma família acusa a maternidade Ana Braga de causar a morte de um bebê ao demorar para atender uma gestante em trabalho de parto. As informações são do pai da criança, Emerson Almeida de Oliveira.

De acordo com ele, a esposa, Sabrina, chegou na maternidade no sábado por volta das 23h, mas só foi atendida, para ver o estado de saúde do bebê, no domingo às 18h. No entanto, a criança já havia morrido dentro da barriga dela.

Quando o pai recebeu o atestado de óbito, viu que os médicos colocaram como causa da morte Covid-19, insuficiência placentária, pós-datismo e anoxia intra-útero.

“Ela pegou covid em outubro, mas foi medicada e fez todo o tratamento, ela inclusive ficou internada aqui e quando começou sentir as dores quis vir pra cá, porque tinha sido bem tratada, mas se eu soubesse que eles iriam deixada minha filha morrer, nunca teria trazido ela pra cá”, disse Emerson.

“Vou enterrar ela hoje e voltar para casa para desfazer todo o quarto que estava prontinho, todo rosinha. Vou tirar tudo, pintar as paredes antes da Sabrina voltar, depois vai decidir pra quem doar as coisas. Eu vi minha filha, era toda perfeitinha, linda demais, mas não vai vir para casa”, lamenta o pai.

 

Susam contesta, mas muda direção do hospital

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou em nota que a Secretaria Executiva de Controle Interno vai instaurar um procedimento para apurar administrativamente o caso e lamenta o ocorrido.

De acordo com a SES, a paciente, com 40 semanas e 2 dias, deu entrada na maternidade 23h57 do sábado (12/12), sendo atendida pelo médico às 00h23. E disse ainda que a paciente havia realizado somente quatro consultas de pré-natal.

A paciente realizou exames de rotina de laboratório e foi acompanhada durante toda a internação pela enfermagem da maternidade.  A SES-AM informa também que a direção da maternidade foi substituída.

 

 

Delegado disse que vai investigar

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) informou que há um Boletim de Ocorrência (BO), registrado na Delegacia Especializada de Homicídios e Sequestros (DEHS) e, posteriormente transferido para o 25º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sobre o caso e, segundo o delegado Wencelan Queiroz, titular do 25º DIP, foi expedida a requisição de necropsia da vítima.