Atiçado em ver
O Maskate, conhecido na praça como Inimigo do Rei, se fazendo de bombeiro decidiu aguardar. Se funcionar, promete até bater palmas. Uma palma só, para não exagerar.

Bob City vindo do interior
Justo de Manicoré, sabe como é, foi acometido por uma curiosa mania de urbanidade, e resolveu declarar guerra ao fumacê que transforma o Sul do Amazonas numa espécie de fabricação a céu aberto de fumaça, cinza e discursos contraditórios em profusão.

A ordem é segurar a fumaça
E não estamos falando daquela fumacinha de churrasqueira de fim de semana. Estamos falando da grande ópera do fogo, apresentada anualmente no Sul do Estado pelos sacerdotes da motosserra, pelos grileiros profissionais e pelos devotos da expansão sem limite.

De janeiro a janeiro
Uma festa tão animada que, se deixassem, a fogueira de São João aconteceria de janeiro a janeiro. Fala sério, grileiro!!O curioso é que essa conversa aparece justamente quando outro personagem da política amazonense começa a apresentar um plano de desenvolvimento para o interior que está dando o que falar. Um projeto sem tamanho.
De tão grande, ambicioso, abrangente e recheado de promessas e propostas, o projeto vende uma ideia que o Amazonas persegue há décadas: transformar o beiradão em território de prosperidade para quem mora longe da capital.

A parte misteriosa da história
Todo mundo quer desenvolvimento. A divergência começa quando surge a pergunta inconveniente: Desenvolvimento de que? Durante décadas, uma parte dos iluminados de plantão respondeu sem pestanejar. Derruba, queima, abre pasto, coloca boi. E repete, repete…










