O governo federal ainda está discutindo os valores das próximas parcelas do auxílio emergencial e de onde vai obter recursos para um novo programa, substituto do Bolsa Família. O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, no início da tarde desta sexta-feira (28), que o valor das próximas parcelas do auxílio emergencial segue indefinido.

“A gente sabe que R$ 600 é muito, R$ 200 é pouco. Estamos tentando acertar os números. Mas está tudo claro, tudo tranquilo. Eu sempre repito que o timing quem dá é a política. Nós temos simulações todas preparadas. Agora, o timing do nível do auxílio emergencial ou da Renda Brasil, são decisões políticas”, afirmou Guedes.

Uma decisão do presidente Jair Bolsonaro. Os beneficiários do Bolsa Família recebem o auxílio nos últimos dias de setembro e, sem uma definição das novas parcelas nos próximos dias, voltariam a receber o valor normal do benefício: R$ 190, em média.

A estratégia da área econômica era prorrogar o auxílio emergencial, mas os valores das parcelas iriam caindo até chegar a cerca de R$ 300 em dezembro. E, nesse tempo, seria negociado com o Congresso o novo programa Renda Brasil, que pagaria cerca de R$ 300 a partir de janeiro.