Durante cinco dias, 12 cães da Segurança Pública e seus condutores participaram de adestramento para atuação na procura por pessoas desaparecidas, faro de armas de fogo e de entorpecentes.

O treinamento fez parte do primeiro Seminário do Cão Funcional, com simulações em ambientes de selva, área urbana e embarcações.

O investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) e adestrador, Rogério Andrade, destaca a importância da qualificação. “Este treinamento é essencial para nossos cães que já trabalham em embarcações e na região Amazônica, além de poder adquirir experiências de outros Estados,” disse.

Especializações

Os cães reagem de maneira diferente, dependendo das ações para as quais são designados. Quando encontram uma arma de fogo, por exemplo, eles sentam e ficam parados à espera do policial se aproximar com a bolinha de recompensa.

No caso de entorpecentes, eles sentam e olham fixamente para a droga. Já quando farejam corpos, os animais reagem e começam a latir, avisando ao policial que alguém ali precisa de ajuda. Segundo o coordenador do Conselho Brasileiro de Cão funcional, Jannoth Coelho, o adestramento funciona como um jogo para os cães.

“O treinamento é um jogo onde o cão fareja o odor que nós queremos. Quando ele encontra, entregamos o brinquedo e a comida como um estímulo. Ou seja, é totalmente fora de questão o animal ser aliciado ou sofrer. O cão faz com a maior alegria do mundo. Ele aprende a caçar aquele odor”, explicou.