O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) é uma Organização Social (OS) gerida, de forma conjunta, pelos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Tem por objetivo criar alternativas econômicas mediante a inovação tecnológica para o melhor aproveitamento econômico e social da biodiversidade amazônica de forma sustentável.

O CBA está dividido em mais de trinta unidades componentes, dentre as quais laboratórios, unidades de apoio tecnológico, unidades de apoio técnico e áreas administrativas, todas dotadas de modernas instalações. O quadro técnico-administrativo do órgão é formado por uma quantidade significativa de colaboradores qualificados, incluindo dezenas de profissionais com mestrado, doutorado ou pós-doutorado.

Atualmente, o CBA oferece para o mercado um conjunto de serviços de análises físico-químicas e análises microbiológicas, além de outros serviços técnicos especializados, como ensaios de eficácia e segurança toxicológica.

O trabalho do Centro de Biotecnologia da Amazônia está possibilitando a criação de mecanismos de inserção das populações tradicionais da Amazônia na economia regional, o aproveitamento sustentado de suas potencialidades, o crescimento de empresas já existentes, a atração de novos investimentos para o setor de recursos naturais na região amazônica e contribuir para a formação de recursos humanos adequadamente qualificados.

GARANTIA DA CONSOLIDAÇÃO MUNDIAL DO CENTRO DE BIOTECNOLOGIA DA AMAZÔNIA 

Na primeira fase, o Centro de Biotecnologia da Amazônia priorizou os trabalhos nas áreas de fitoterápicos, cosméticos e extratos, setores em ampla evolução e grande participação na economia nacional.

Também estão sendo priorizadas as áreas de ciência, tecnologia e inovação tecnológica, visando o aumento da competitividade dos bioprodutos e produtos agropecuários produzidos na Amazônia, assegurando desenvolvimento de técnicas que influenciam diretamente a produtividade e a qualidade desses produtos para o mercado interno e o exigente mercado internacional.

Além destes objetivos, o Centro de Biotecnologia da Amazônia disponibiliza, ou consolida, competências em áreas de grande relevância para o desenvolvimento biotecnológico, como, por exemplo, no setor de marcas e patentes, na gestão e transferência de tecnologias e na informação sobre produtos naturais e biotecnológicos e seus mercados.

Em outros setores, o Centro de Biotecnologia pretende desenvolver e potencializar o que já existe no país em termos de bioprospecção. Entre eles estão os produtos farmacêuticos, como, por exemplo, os antibióticos, drogas anti-neoplásicas, anti-hipertensivos, substâncias neuro-ativas e imuno-moduladores, além de materiais para cosméticos, corantes naturais, aromatizantes, óleos essenciais, feromônios, polímeros biodegradáveis, bioinseticidas e enzimas de interesse biotecnológico, entre outros.

Um Centro de Integração Nacional

O Centro de Biotecnologia da Amazônia estará articulado a alguns dos mais importantes laboratórios e grupos de pesquisas nacionais num processo permanente de descoberta de novas substâncias de interesse sócio-econômico.

Regionalmente, esta articulação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Fundação Centro de Análises Pesquisas e Inovações Tecnológicas (FUCAPI), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária da Amazônia Ocidental e Amapá, Fundação de Medicina Tropical de Manaus (FMT), FIOCRUZ, Universidade Federal do Pará e Museu Emílio Goeldi, entre outras.

Nacionalmente, estão envolvidas no processo a Universidade de São Paulo, Embrapa/CENARGEN, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de São Carlos, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade de Ribeirão Preto, Universidade de Campinas, Universidade de Brasília, Instituto Butantã, Fundação Oswaldo Cruz, Instituto de Biotecnologia de Caxias do Sul, Laboratório Nacional de Luz Síncroton e outros centros de ensino e pesquisas.