Pelo menos 35 mil trabalhadores da educação privada podem ficar desempregados com a crise causada pela pandemia do novo Coronavírus no Amazonas. Foi o que alertou Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM), durante audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (11) pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

De acordo com o sindicato, a situação se agravou muito mais após a obrigatoriedade de descontos de 20% nas mensalidades escolares, determinada pelo juiz da 13ª vara cível, Victor André Gomes, a pedido do defensor Christiano Pinheiro da Costa, da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) para o ano letivo de 2021.

“Todas as escolas estão com 40% de vagas ociosas, pois tiveram cancelamentos de matrículas, isso somado ao índice de inadimplência, que no ano passado era de 35% e, hoje, já chega a ultrapassar 60%. Duas escolas já fecharam as portas na cidade, a maioria está com funcionários em aviso prévio e a tendência é que haja demissão de 35 mil trabalhadores do setor da educação”, disse o assessor jurídico do Sinepe-AM, Rodrigo Melo.

A crise da também atingiu os pais de alunos, que ou ficaram desempregados, ou para economizar, optaram por retirar as crianças das escolas particulares e leva-las para as escolas pública.