A Reforma Tributária na perspectiva da Agroindústria brasileira, esse foi o tema da segunda reunião do Conselho da Agroindústria (Coagro), realizada nesta quinta-feira (20). Os conselheiros entendem a necessidade de rever o modelo existente e a criação de um novo, mas alertam que é preciso cautela.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou aos membros do Coagro a importância de um novo modelo de tributação para o crescimento da economia do país. Mário Sérgio Telles, Gerente de Política Econômica da CNI, ressaltou que a Reforma Tributária irá acelerar o ritmo de crescimento econômico, principalmente em setores que estão estagnados.

“A CNI defende fortemente a Reforma Tributária com a criação de um IVA nacional, substituindo vários outros tributos, com a finalidade de garantir o crescimento da economia do país. Haverá uma transição para o novo sistema, para que sejam acomodados os reflexos da redistribuição da tributação na economia. Grande parte da perda de competitividade está ligada ao problema de direito ao crédito e de ressarcimento, que se acumula ao longo da cadeia produtiva, prejudicando o crescimento”, destacou Mário Sérgio Telles.

REESTRUTURAÇÃO DA ECONOMIA

Com a Reforma, a carga tributária deve se reequilibrar, com todos pagando o mesmo, sem as distorções que existem no modelo atual. Assim há uma reestruturação da economia em todos os setores, principalmente na indústria de transformação, que hoje é a mais afetada por causa da carga tributária existente.

Para o vice-presidente do Conselho da Agroindústria, Pedro Robério, ao tratar do tema é preciso levar em consideração os programas que foram criados para fomentar o desenvolvimento de setores como o sucroenergético.

“Temos um trabalho a fazer que é garantir que os programas que foram criados não sofram impactos e dialogar com todas as cadeias produtivas. Os avanços não podem ser individuais, temos que nivelar, tornar o acesso igual para todos”, reforçou.

REFORMA TRIBUTÁRIA

O deputado federal Evair de Melo alerta que, atualmente, não existe um senso de coletividade quando o assunto é Reforma Tributária, pois todos olham a partir do seu negócio.

“Não podemos trabalhar a reforma olhando para o passado e sim para o futuro. Devemos nos perguntar aonde o Brasil quer chegar? A população precisa saber disso: quero trabalhar a economia para melhorar a vida deles. Precisamos corrigir a forma de pensar para tornar o país atrativo para novos investimentos. Devemos trabalhar em conjunto o crescimento econômico, não de setores”, afirmou.