A CPI da Saúde anunciou nesta segunda-feira que o contrato entre a MEDPLUS Serviços Médicos e o Governo do Amazonas para atendimento no hospital de campanha da Nilton Lins foi feito de forma ilegal e que a empresa pode, inclusive, ficar sem receber pelos serviços prestados. A conclusão foi anunciada após o depoimento do empresário, Tiago Simões Leite, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) – que investiga os gastos do governo na saúde. O não recolhimento do Imposto Sobre Serviço (ISS) e o alto valor de nota fiscal foram tema do depoimento.

O presidente da CPI da Saúde, deputado Delegado Péricles, disse que as irregularidades estão muito aparentes. “Para nós da CPI ficou claro a essa contratação ilegal, da empresa terceirizada pela Nilton Lins. Inclusive, sua própria empresa corre o risco quando presta serviço por processos indenizatórios, e como o senhor disse, aqui no Amazonas foi o único lugar que fez isso, até porque isso não existe, é ilegal, é absurdo o que se faz aqui”, disse após o depoimento.

Wilker Barreto disse que “fica claro que contrato indenizatório é uma panelinha. Eu acho que o senhor foi usado. Lhe prometeram uma coisa que não entregaram. É impossível o senhor ter assumido esse risco financeiro, com o seu CNPJ, e não ter sido chancelado por alguém da máquina pública desse estado”, apontou Wilker.

A CPI segue investigando os gastos na Saúde nos governos José Melo, David Almeida, Amazonino Mendes e Wilson Lima.