“Mulher, mulher, na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um 10…” Todos conhecem essa estrofe do hino às mulheres do Tremendão. E ele acertou em cheio, pelo menos em Manaus. A mulher em questão tem nome, currículo e apelido carinhoso: trata-se de Yara Lins, presidente do Tribunal de Contas do Estado, a nossa Dama de Ferro, que veio para mostrar que o sexo frágil é mais forte do que muitos machões pensavam.
Em uma jogada histórica, digna de um Garry Kasparov, mexeu as pedras no tabuleiro e conseguiu um xeque-mate histórico: foi reeleita para liderar a Corte no biênio 2026-2027.
Alteração no regimento
Com essa recondução, aprovada após alteração no regimento do tribunal pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), Yara se torna a primeira conselheira a conquistar um mandato consecutivo na história do TCE-AM.
Mar de Almirante
O mar que ela navegava quando saiu do cais, que teve reações violentas pois prenunciava-se as mudanças que seriam feitas na estrutura da Corte com ela no timão, não foram suficientes para intimidá-la ou pará-la; ela assumiu o barco, mandou subirem as velas mestras para a proa da Genoa e hoje navega em mar de Almirante.
Primeira em tudo
Primeira mulher a presidir a Corte entre 2018 e 2019, Yara Amazônia Lins retornou à presidência em eleição realizada em 2023 para gerir o biênio 2024-2025 e, agora, será a primeira a liderar a instituição por três mandatos.
A reeleição de Yara e do novo corpo diretivo do TCE-AM aconteceu durante sessão extraordinária realizada na tarde de quinta-feira (7), por cinco votos favoráveis e um voto em branco. Votaram os conselheiros Érico Desterro, Josué Cláudio Neto, Mario de Mello e a própria conselheira-presidente, além dos conselheiros Júlio Pinheiro e Luis Fabian Barbosa, que votaram por meio de carta. O conselheiro Ari Moutinho Júnior, em gozo de férias, não manifestou interesse em participar do pleito.
Outros vôos
Yara pode sair das águas e tentar ganhar os ares, com vôos altos e se candidatar a cargos onde ela possa imprimir seu modo transparente de trabalhar, na Câmara Federal ou no Palácio do Governo mesmo. Por que não? A legislação não a impede de concorrer desde que se licencie à tempo e como o cargo é vitalício, só pode perder através da Justiça, mas talvez perda não se aplica em se licenciar para concorrer a um cargo político, direito de todo cidadão e cidadã.
Precursora
Como Eunice Mafalda Berger Michiles, uma professora que representou o Amazonas no Congresso Nacional, foi a primeira mulher a ocupar um assento no Senado Federal pelo voto popular e a segunda depois da Princesa Isabel (senadora vitalícia por direito dinástico), Yara pode ser nossa primeira governadora.
Experiência, competência e seriedade ela tem, além de que o amazonense já está cansado das mesmas figuras carimbadas de sempre, que se sucedem na direção do Estado e do município desde a redemocratização na Década de 80. Yara Lins governadora…por que não?
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