O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve em Manaus na manhã desta segunda-feira (11) para anunciar um plano de contingência para o Amazonas, estado que vive um avanço nos números de infectados e mortos pela covid-19.

Na ocasião, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), fez um pedido ao ministro, que a campanha nacional de vacinação contra o coronavírus comece por Manaus.

O chefe do poder executivo explicou ainda um panorama da situação de colapso que vive o Amazonas nos últimos dias.

 

“Prioridade é o Brasil”

“A prioridade é o Brasil”, disse o ministro. Isso porque, segundo Pazuello, a quantidade de vacinas está longe de atender a necessidade do Brasil. Conforme o ministro, há 6 milhões de doses da vacina CoronaVac/Butantan e assim mesmo produzidas na China.

Ele destacou ainda que todos os estados são prioridade na campanha de vacinação, por isso não garantirá nenhum privilégio ao Amazonas, mesmo o sistema público e particular de saúde estando em colapso.

Pazuello explicou ainda que a Coronavac está sem autorização e o que há neste momento é um pedido para o uso emergencial das 6 milhões de doses. Contudo, assim que o Governo Federal obter as vacinas, os estados receberão os lotes simultaneamente, garantiu.

Sobre a vacina de Oxford, ele esclareceu que há um pedido de 2 milhões de doses.

 

Calendário de vacinação

Durante a coletiva, Pazuello divulgou três cronogramas de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI).

A data prevista para a primeira campanha de imunização seria 20 de janeiro, com uma segunda campanha entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro e a terceira acontecerá entre fevereiro e início de março.

Todavia, as datas, segundo ele, dependem de aprovação pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), tanto para a CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac em parceria com o Butantan, quanto para a Astrazeneca em parceria com a Friocruz.

Ele afirmou ainda que o Governo Federal não tem a intenção de tornar a vacina obrigatória.  “Mas temos os outros poderes”, emendou.

Ele aproveitou o espaço para rebater críticas sobre a demora de uma vacina. Conforme o ministro, nenhuma das vacinas importadas será suficiente para suprir a demanda brasileira.

 

Covid no Amazonas

Na última quinta-feira (7), Lima prorrogou por mais 180 dias (seis meses) o estado de calamidade pública no Amazonas, depois que hospitais do estado voltaram a ficar lotados com pacientes de covid-19. Na sexta-feira (8), o estado confirmou a morte de mais 54 pessoas pela doença, sendo que 43 delas faleceram nas últimas 24 horas.

Segundo dados da Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM), o estado soma 212.996 casos confirmados, com 5.669 óbitos. A média móvel, que é a média de mortes nos últimos sete dias, chegou a 32 na sexta-feira (8). Um mês antes, em 8 de dezembro, o índice era de 10 mortes.

 

Hospital Nilton Lins será montado em 72h, garante governador

O governador Wilson Lima anunciou, neste domingo (10/01), que o Hospital Nilton Lins deve começar a operar em 72 horas, com a oferta inicial de 81 leitos clínicos e 22 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para atendimento a pacientes com Covid-19. Wilson Lima esteve na unidade para acompanhar a montagem das estruturas dos leitos e o abastecimento de medicamentos.

“Nesse domingo, o nosso pessoal continua trabalhando, abastecendo farmácia, montando os leitos, e nossas forças estão todas concentradas para que a gente possa abrir mais espaços e expandir a nossa rede de assistência. Aqui, nós estamos abrindo inicialmente 81 leitos de enfermaria e mais 22 leitos de UTI, e a nossa previsão é que esses leitos estejam disponíveis nas próximas 72h. Nós estamos fazendo uma força-tarefa para que isso aqui esteja pronto para atender os nossos irmãos que estão sendo acometidos pela Covid”, afirmou o governador Wilson Lima, que também destacou o apoio de órgãos e da iniciativa privada nessa força-tarefa.

“Estamos todos os dias reunidos buscando parcerias com a Prefeitura, com o Governo Federal e com a iniciativa privada para que possamos fazer a ampliação, abrir espaços como esse da Nilton Lins, onde temos o apoio da Transire, que tem cedido equipamentos. Temos apoio da Justiça Federal, a juíza Jaiza Fraxe, que foi importantíssima para que pudéssemos ter esse material que foi utilizado naquele hospital de campanha da Prefeitura, e estamos juntando todos os esforços para que possamos aumentar o máximo possível a nossa capacidade”.