A Controladoria Geral da União (CGU) afirma nesta segunda-feira que a operação  comandada pela Polícia Federal em Manaus identificou que os recursos roubados do dinheiro público saíram, mais uma vez, da verba que deveria promover educação para os pobres e filhos dos pobres. A CGU comunica que “o objetivo é desarticular um esquema de desvio de recursos públicos do Programa Nacional de Transporte Escolar (PNATE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb)”.  O deputado Saulo Vianna foi alvo da operação. O  pai dele, Sérgio Viana, o presidente do Boi Caprichoso, Jender Lobtato, uma assessora e um empresário foram presos. Num País com baixo índice de aprendizado e pouco acesso à Educação, todo e qualquer dinheiro desviado é realmente um crime.

 

TRANSPORTE E COMBUSTÍVEL

A CGU informa que a fraude acertou em cheio  “a contratação de empresa para transporte escolar e na aquisição de combustível para o transporte escolar. As ilicitudes ocorreram nos exercícios de 2017 e 2018.” A verba investigada é alta: “Os auditores observaram que a empresa contratada para o transporte escolar atuava como mera intermediadora na prestação dos serviços, o que gerou um superfaturamento de R$ 3.903.405,70, com recursos federais. Já a aquisição de combustível para o transporte escolar, apresentou um superfaturamento de R$ 1.865.091,81, com recursos ordinários do município.”

 

 

O LADO FRACO DA CORDA

Toda vez que se desvia dinheiro da Educação, da Saúde ou de qualquer outra pasta, quem sofre é o menos favorecido. Escolas ruins, hospitais sem equipamentos e desvio de verba pública doem na vida de quem precisa. “O desvio de recursos públicos do PNATE e do FUNDEB afetam o desenvolvimento educacional das crianças envolvidas, com efeitos irreversíveis sobre todos aqueles que deveriam se utilizar da política pública, trazendo desigualdade educacional e social.”, afirma a CGU. É um ato de covardia, em outras palavras.

 

RESPONSABILIDADES

Se comprovadas as fraudes, a CGU promete punir os culpados. R$ 14 milhões já foram bloqueados. “A Operação Ponto de Parada consiste no cumprimento de 7 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão temporária no município de Manaus (AM). O trabalho conta a participação de quatro servidores da CGU e cerca de 40 policiais federais. Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção passiva, fraude à licitação, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e associação criminosa.”, afirma a Controladoria. Que assim seja e o exemplo fique marcado.

 

PROMESSA DE CAMPANHA

Uma das bandeiras do Governo Federal, desde que Jair Bolsonaro assumiu, era combater a corrupção nos quatro cantos do Brasil. Não à toa a PF chegou a Presidente Figueiredo. Antigamente dizia-se que o interior do Brasil era terra de ninguém. Mas pelo que se vê não é mais assim. Fica a dica para governantes dos confins deste País. Saullo Vianna nega todas as acusações. “Vou procurar me inteirar dos autos para entender o envolvimento do meu nome nessa acusação para que eu transmita as informações necessárias e de forma transparente, como sempre faço, para a sociedade”

 

NINGUÉM MERECE

Nesta última semana de eleições em Manaus, mais uma vez pipocam pesquisas eleitorais suspeitas.

Cada uma dá seu resultado de acordo com o interesse do candidato.

Falando em voto, a expectativa para ver o desempenho da apuração é grande.

No primeiro turno as tentativas de invasão atrasaram a contagem.

E levantaram suspeita de fraude.