O economista amazonense Osiris Silva lançou um livro, intitulado como ‘Da Economia da Borracha à Zona Franca de Manaus – uma análise comparativa’, por meio da Editora da Universidade Federal do Amazonas (Edua).

O livro é o resultado do conhecimento, da pesquisa, da reflexão e da vivência do escritor sobre a economia amazonense. Sua experiência na área o credenciou a escrever um referencial completo da economia local desde tempos idos até o atual modelo da Zona Franca de Manaus.

Fazendo um minucioso percurso histórico da economia política do Amazonas e fundamentado em dados historiográficos e factuais, o escritor leva o leitor a uma viagem na compreensão do que nos trouxe ao estágio atual da Zona Franca de Manaus. Sua experiência, consultor de mais de 100 projetos de implantação de empresas na Zona Franca de Manaus desde 1972, secretário municipal de economia e finanças, secretário de fazenda, turismo, indústria e comércio estadual, entre outros cargos que exerceu, o credenciou a realizar essa análise, não só econômica, mas também descrever o comportamento social, cultural, arquitetônico de uma cidade que tinha como principal atividade a exploração de produtos naturais até o processo industrial com o advento da Zona Franca de Manaus.

O empresário Jaime Benchimol afirmou que o escritor faz uma análise do passado até o momento atual da economia amazonense e estabelece uma visão clara do futuro econômico da região.

“Em raros momentos da nossa história precisamos tanto quanto hoje de uma análise da economia passada do Amazonas e de uma visão clara para o nosso futuro. Foi com a percepção dessa necessidade que o economista Osíris Silva produziu este livro que preenche um espaço essencial na avaliação das atividades econômicas do nosso passado, desde o apogeu do ‘Ciclo da Borracha’, até a prosperidade criada pela Zona Franca de Manaus, cujo modelo se encontra ameaçado e em declínio. O conhecimento do nosso passado nos ajuda a compreender os desafios presentes e a avaliar nossas alternativas para projetar um novo futuro”, disse o empresário.

O autor afirmou que é fundamental o enaltecimento da história memorialística.

A sociedade moderna é complexa, porém, em linhas gerais, distanciada dos princípios que a movem funcionalmente e a conduzem ao porvir. No Amazonas, essa contextualização assume papel de maior relevância face à grande dose de ignorância que se abate sobre nossa história em relação aos fenômenos econômicos, sociais e políticos que estruturaram a formação do Estado, integrante de uma biota ímpar, incomparável em relação à geopolítica mundial: a Amazônia. Nesse sentido, é fundamental o enaltecimento da história memorialística como meio de potencializar o presente e maximizar a percepção do futuro visando melhor entender a complexidade do mundo em que habitamos”, afirmou Osiris Silva.