A escola mais antiga de Manaus retornou às atividades presenciais nesta segunda-feira (10/08) de forma escalonada, depois de quatro meses de aulas suspensas devido à pandemia da Covid-19.  O tradicional  Colégio Amazonense Dom Pedro II reabriu as portas sob os olhares atentos da comunidade escolar, que acompanhou os estudantes durante a entrada e início das aulas. Aluna do 3º ano do Ensino Médio, Brooke Assunção contou sobre o receio e a alegria de estar de volta a sala de aula. “Eu estava muito ansiosa e também preocupada, pois mesmo com as aulas presenciais escalonadas, a gente sabe que é preciso estar atentos. Eu gostei bastante da preparação de toda a escola, desde a entrada, com a aferição da temperatura, passando pela obrigatoriedade do uso de máscaras e também por todos os equipamentos que foram disponibilizados para que a gente  mantenha a higienização”, disse.

O Colégio Amazonense D. Pedro II foi criado em 1864, e traz em seus 151 anos um ensino de qualidade caracterizado pela afirmação das juventudes que, de geração em geração, tem formado profissionais de excelência. A futura advogada, Brenda Roberta, estudante do 2º ano, explicou sobre a importância do retorno à escola. “Eu particularmente acho as aulas presenciais,  bem melhores que as virtuais, tenho uma dificuldade em me concentrar sem o auxílio do professor, por conta disso considero mais eficaz para o meu aprendizado sanar todas as dúvidas com as atividades presenciais”, enfatizou.

Mesmo com o pouco contato com os estudantes, devido às orientações do protocolo de saúde, a gestora Adriana Brasil fala sobre a ansiedade em reabrir as portas do colégio, que nunca em sua história passou tanto tempo sem atividades escolares. “Eu, que já fui estudante do Estadual, sei da emoção de estar voltando depois desse longo período. Ainda neste domingo fiquei até altas horas da noite respondendo mensagens de pais e estudantes, tranquilizando-os e informando todas as medidas que foram tomadas para a retomada das aulas”, disse.

A gestora explica ainda que o Colégio tem algumas especificidades por se tratar de uma escola centenária. “Nós nos dedicamos a adequar a instituição para este momento. Conforme foi chegando o material, fomos organizando conforme a nossa singularidade, e isso foi nos dando mais segurança de um retorno tranquilo e cauteloso”, finalizou.