Crescer financeiramente é importante, mas não suficiente para garantir a longevidade de um negócio. Para a engenheira, empresária e mentora Lizandra Bentes, o verdadeiro desafio das mulheres que empreendem está em sustentar estruturas que não aparecem nos números, mas determinam o sucesso ou o fracasso da empresa.
“Empreender e liderar exige mais do que resultado financeiro. Exige estrutura de gestão, maturidade emocional e responsabilidade com pessoas”, afirma.
Segundo Lizandra, muitas mulheres empresárias acabam equilibrando uma série de decisões invisíveis, verdadeiros pilares que sustentam o crescimento com consistência. Quando esses pilares são ignorados, o avanço se torna frágil e instável.
Ambiente saudável também é estratégia
Um dos pontos centrais destacados pela especialista é a relação direta entre ambiente organizacional e desempenho. Para ela, não existe crescimento sustentável em empresas onde o respeito é negligenciado.
“Abuso moral, constrangimentos velados e comunicação agressiva não fortalecem equipes. Eles fragilizam estruturas e comprometem resultados”, explica.
Nesse cenário, Lizandra ressalta que políticas claras de conduta e prevenção ao assédio não devem ser tratadas como burocracia. “Essas políticas são ferramentas de gestão, proteção jurídica e, principalmente, um sinal de liderança madura”, pontua.
Liderança que organiza, não oprime
Outro pilar invisível apontado pela engenheira é a forma como a autoridade é exercida dentro das empresas. Para ela, liderança não se constrói pelo medo.
“Autoridade não se mede pelo medo que se impõe, mas pela clareza que se estabelece”, afirma.
Segundo Lizandra, empresárias preparadas definem limites, alinham expectativas e estruturam processos que evitam conflitos antes que eles se tornem crises.
“Quando as regras são claras, o ambiente flui. Equipes que se sentem seguras produzem mais, erram menos e permanecem”, destaca.
Consciência de impacto e visão de longo prazo
Lizandra também chama atenção para a importância de compreender o impacto das decisões empresariais para além dos resultados imediatos. Cada escolha, segundo ela, reflete diretamente na cultura interna, nas pessoas e na reputação da marca.
“Ignorar esse impacto é adotar uma gestão de curto prazo”, alerta.
Empresas que pensam à frente, explica a especialista, investem em estrutura, comunicação ética e políticas internas porque entendem que imagem, resultado e responsabilidade caminham juntos.
“Liderar é sustentar decisões que protegem o todo”, resume.
Lizandra Bentes atua como engenheira, empresária, palestrante e mentora de mulheres empresárias. No Clube da Fortuna, iniciativa voltada ao desenvolvimento feminino nos negócios, ela trabalha pilares de gestão, posicionamento e visão estratégica, sem abrir mão de resultados nem de princípios.











