A Amazônia já foi terra de gigantes. Pela primeira vez no Brasil, a exposição PASSADO PRESENTE – DINOS E SAUROS DA AMAZÔNIA do MUSEU DA AMAZÔNIA (MUSA) contará a geo-história e paleontologia da Amazônia de uma forma especial: com a apresentação de fragmentos fósseis inéditos e a reprodução – em tamanho real – dos esqueletos do Purussaurus brasiliensis, um parente dos jacarés que viveu a cerca de 7 milhões de anos atrás e que chegava a 13 metros de comprimento, sendo portanto, o maior crocodiliano do mundo; o dinossauro saurópode chamado Amazonsaurus maranhensis, de cerca de 10 metros de comprimento, que viveu a cerca de 110 milhões de anos, na região amazônica que hoje conhecemos como Maranhão, e da preguiça-gigante Eremotherium laurillardi extinta há cerca de 11 mil anos, a “mais jovem” da exposição.

Por conta das medidas restritivas para controle ao Coronavírus, todas as visitas ao Museu da Amazônia são feitas por agendamento através do email: agendamento@museudaamazonia.org.br

PASSADO PRESENTE – DINOS E SAUROS DA AMAZÔNIA é dedicada à memória da geógrafa e paleontóloga Rosalie Benchimol, professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e é resultado de expedições que começaram a ser realizadas ainda em 2019 em um dos maiores sítios paleontológicos da Amazônia, o Sitio Cajueiro em Boca do Acre (AM), na formação Solimões.

“A abundância e a qualidade da preservação dos fósseis localizados nesta área permite ao Museu da Amazônia apresentar uma exposição única, incluindo fósseis de aves, que são pequenos e delicados, dificilmente descobertos”, destaca a paleontóloga Dra. Lucy Gomes de Souza.

O Amazonsaurus maranhensis exposto no Musa levou cerca de 6 meses para ser confeccionado e montado. A reprodução foi feita em polímero pelo paleo-artista Carlos Scarpini com base no estudo de alguns fragmentos descobertos pelo paleontólogo prof. Ismar Carvalho da UFRJ, no Maranhão.

Para a reprodução do Purussaurus brasiliensis, por se tratar da primeira vez em que tal espécie é reconstruída osso por osso em tamanho real, foram necessários vários meses de trabalho durante os anos de 2020 e 2021, primeiro buscando a fundamentação anatômica para em seguida seus ossos serem reconstruídos da forma mais correta e científica possível.

Este foi um trabalho feito por muitas mãos, sendo a parte teórica conduzida pelo prof. Dr. Jonas Souza-Filho (UFAC) e Dra. Lucy Gomes de Souza (MUSA), enquanto que a escultura foi feita por Maria Alice Matusiak e por Roberto Suarez e Raul Perigo de Oliveira (MUSA).

A preguiça-gigante (Eremotherium laurillardi) adulta teria 6 metros de altura do focinho à extremidade da cauda e pesava 5 toneladas. Durante milhões de anos a preguiça-gigante foi um dos maiores animais a habitar a Amazônia, a espécie é semelhante a uma preguiça-real (Choloepus didactylus).

Sua réplica é resultado de uma parceria com o paleo-artista Bruno Garzon e a PUC Minas/Museu de Ciências Naturais sob a supervisão do paleontólogo Dr. Castor Cartelle.