A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o fim da escala de trabalho 6×1 é uma prioridade do governo federal para o primeiro semestre de 2026. Segundo a ministra, o presidente Lula está determinado a melhorar a qualidade de vida do trabalhador, especialmente das mulheres, após já ter consolidado avanços como o aumento real do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. O governo estuda unificar propostas já existentes no Congresso para acelerar a aprovação, contando com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, e a pressão da opinião pública para sensibilizar os parlamentares.
Além da revisão da jornada de trabalho, a agenda legislativa do governo para o retorno dos trabalhos em fevereiro inclui temas estratégicos como o acordo Mercosul-União Europeia, a regulamentação do trabalho por aplicativos e a PEC da Segurança Pública. O Palácio do Planalto também foca na manutenção do veto ao “PL da Dosimetria”, que visa reduzir penas para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Para Gleisi, preservar a responsabilização pelos ataques é um passo pedagógico essencial para a defesa do Estado Democrático de Direito, somando-se a outras pautas sociais, como o novo pacto nacional contra o feminicídio.
No que diz respeito à articulação política e orçamentária, a ministra afirmou que a questão das emendas parlamentares está pacificada, com uma previsão de R$ 61 bilhões para 2026. O governo planeja antecipar o pagamento de 65% das emendas impositivas até julho, priorizando transferências diretas e fundo a fundo para garantir a execução célere nos estados e municípios. Essa estratégia busca manter a harmonia com o Congresso, focando em recursos de pagamento obrigatório enquanto mantém critérios mais rigorosos para emendas de comissão ou que dependam de convênios específicos.











