Após a derrota do Flamengo por 2 a 1 para o Athletico, domingo, em Curitiba, os questionamentos sobre o trabalho de Rogério Ceni voltaram com força e reforçaram um diagnóstico. Existem alas divergentes no clube, mas o cenário traçado é de que ele permaneça até o fim do Brasileiro e que depois aconteça uma mudança no comando do time. Nomes já são estudados.

Com apenas sete jogos a disputar, uma troca agora seria muito complicada, apesar de o custo para a rescisão ser baixo. Apenas uma conquista de título poderia ter a força para mudar o destino de Ceni.

A contratação de Rogério foi considerada uma aposta em um treinador promissor. No dia a dia no Ninho do Urubu ele comprovou seu trabalho sério e incansável, mas a sensação é de que, apesar de todos gostarem dele, o casamento não funcionou do jeito imaginado. A percepção é de que ainda não está à altura do que almeja o Flamengo.

Pesam contra ele algumas decisões consideradas equivocadas, seja na escalação ou nas mudanças durante a partida. Ter colocado o goleiro César na equipe titular no duelo com o Ceará foi um dos exemplos utilizados nesta avaliação interna. As alterações durante a derrota para o Athletico também não foram bem vistas.

O relacionamento de Ceni com o elenco, no entanto, é avaliado como bom. Os jogadores relatam gostar dos treinamentos e da filosofia implementada por sua comissão.