Os guardadores de carros da área da Ponta Negra, os flanelinhas, é quem determinam as regras, leis, valores e punições para quem se recusa a pagar a taxa estipulada por eles, quase sempre secando os pneus, isso na melhor das hipóteses, quando não riscam os carros ou quebram retrovisores.
Mesmo estando localizado nas imediações cabines da PM, viaturas da Guarda Municipal, área militar nas proximidades, o escambau, nada nem ninguém os intimida. “Geralmente, as taxas cobradas por eles ficam na faixa dos cinquenta a cem reais, isto independente do motorista aceitar os serviços de guarda deles ou não. Se você disser que não quer, pode contar, que quando voltar, o pneu vai estar seco”, disse uma médica, que costuma caminhar pelo calçadão, que não quis se identificar.

Só ‘pêia’ mesmo
Não é de hoje que essa máfia dos guardadores, leia-se flanelinhas, opera, tanto na área da Ponta Negra, como no Centro da cidade e na Arena da Amazônia. Apesar das constantes denúncias, as autoridades só fazem um trabalho paliativo, haja vista que, na última fiscalização, ficou provado que um oficial de alta patente da Polícia Militar era quem comandava, ou comanda, esta máfia.
Houve um secretário de Segurança do Amazonas que conseguiu, durante dua gestão, resolver o problema, na base da porrada mesmo, com prisões e “presta atenção”.

Épocas festivas
Para passar uma impressão de autoridade ou permissão, eles usam coletes coloridos, semelhantes aos usados pelos fiscais do IMMU, para enganar que têm permissão da prefeitura ou governo do Estado para realizar tal serviço.
Nos últimos desfiles de Carnaval na Arena da Amazônia, o que teve de carro riscado cujos proprietários se negaram a pagar a taxa de estacionamento de R$ 100, não deu nem para contar. Sem fiscalização de órgão algum, eles seguem lépidos e fagueiros, fazendo suas próprias leis e taxas de estacionamento.











