Foi uma noite em que a realidade bateu à porta do Fluminense. Mas não de um jeito qualquer. Ela praticamente arrombou a entrada. Se a vitória sobre um Flamengo em crise e sem rumo injetou otimismo no Tricolor e mascarou os problemas que surgiram desde a saída de Odair Hellmann, o Corinthians tratou de jogar uma ducha de água fria. A goleada por 5 a 0, a maior dos paulistas sobre o clube das Laranjeiras na história escancarou as limitações de um time que nem de perto lembra aquele que chegou a ocupar o G4.

A terceira derrota em cinco jogos na fase pós-Odair lança dúvidas sobre o fôlego do Fluminense para se manter na briga pela Libertadores. Com 43 pontos, o time segue em sétimo. Os tricolores não só veem o G6 se afastar como já estão com o próprio Corinthians e o Santos em seu encalço, apenas um ponto atrás. No sábado, contra o Sport, no Nilton Santos, vão tentar voltar a triunfar.

O que aconteceu hoje (ontem) foi uma noite totalmente atípica. Não tem nem o que falar. Temos um jogo daqui a menos de 72 horas. É recuperar os pontos perdidos, tomar vergonha na cara e pedir desculpas para o torcedor, disse o lateral-esquerdo Danilo Barcelos.

O que ameniza a situação do Fluminense na tabela é o fato de que, com a definição das finais da Libertadores (Santos x Palmeiras) e da Copa do Brasil (Grêmio x Palmeiras), a probabilidade do G6 se transformar em G8 é grande. Mas, se mantiver este nível de atuação, o Tricolor dificilmente alcançará a tão sonhada classificação.

A atuação desta quarta foi especialmente preocupante. Com a bola nos pés, o time abusou dos erros de passe e criou muito pouco. Foram só duas finalizações na direção do gol corintiano.

Defensivamente, o time foi ainda pior. Sem a compactação de outrora, deu espaços para o rival construir a goleada, principalmente pelo seu lado esquerdo. Foi uma verdadeira avenida para Fagner e Mosquito. É importante o sinal de alerta acender nas Laranjeiras.