O governador Wilson Lima anunciou, neste domingo (10), que o Governo do Estado montou uma força-tarefa para ampliar o abastecimento de oxigênio na rede estadual de saúde. Entre as medidas está o apoio das Forças Armadas no transporte do insumo de outros estados para o Amazonas e também a preparação de um chamamento público para implantação de mini usinas de oxigênio.
O plano foi detalhado em reunião do Comitê de Enfrentamento da Covid-19, neste domingo. Wilson Lima também divulgou em suas redes sociais que o momento é dramático, tendo em vista a incapacidade dos fornecedores de oxigênio locais atenderem a demanda crescente do Estado, em decorrência da ampliação de leitos Covid-19, que saltou 134%, de 457 para 1.164 leitos.
O volume de oxigênio líquido contratado pelo Governo do Amazonas na pandemia, na área da saúde, passou de 176 mil para 850 mil metros cúbicos por mês. Um acréscimo de 382,9%.
Apoio 
Entre sexta-feira  (08) e este domingo, 350 cilindros de oxigênio, que equivalem a 24,5 toneladas do produto, desembarcaram, de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), em Manaus vindos de Belém-PA. Duzentos deles chegaram na tarde desse domingo, sendo que uma parte tem como destino o interior.
A Carboxi Gases, em reunião com a Defesa Civil do Estado na última sexta-feira, informou que vai ampliar a produção de oxigênio para atender a rede estadual de saúde. A companhia vai passar a produzir somente gás para a área da saúde e todo o volume adicional, além do já acordado, será para atender o Governo do Amazonas.  A medida garante o fornecimento de 6.800 metros cúbicos de oxigênio para a rede pública.
Outra medida determinada pelo governador Wilson Lima é a abertura de chamamento público para aquisição de miniusinas de oxigênio. Medida que pôde garantir autonomia de oxigênio para os hospitais.