Morreu no início da tarde desta terça-feira (29), aos 52 anos, o Furacão do Boi, Klinger Araújo em consequência de contaminação do coronavírus (covid-19). Klinger estava internado na UTI do hospital Samel desde o dia 13, onde venceu a doença, mas teve complicações renais e não resistiu.

“Klinger era uma pessoa extraordinária, que sempre emanava coisas boas. Inspirador, alto astral. Deixa um legado cultural gigante, uma história relacionada à rádio, onde trabalhou durante muito tempo. Trabalhamos juntos em alguns programas de rádio, na Difusora, por exemplo. Um artista inigualável, versátil, irreverente e muito talentoso”, comentou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Marcos Apolo Muniz.

 

Trajetória – A trajetória artística de Klinger Araújo começou em 1986, quando ele atuava como radialista em Parintins, município onde nasceu. Alguns anos depois, foi DJ e locutor dos noticiários da emissora local.

 

Klínger foi um dos artistas mais populares do Amazonas, sendo carinhosamente conhecido como “Furacão do Boi” graças ao trabalho dedicado aos bumbás Garantido, onde iniciou a carreira na década de 1990; e Caprichoso, onde firmou raízes folclóricas e atuou como cantor, instrumentista e backing vocal.

 

A última apresentação em Parintins, pelo Boi Caprichoso, foi durante o Carnaboi 2020, onde comandou a Nação Azul e Branca, e ainda foi homenageado no Carnailha.

 

Klínger Araújo foi um dos grandes responsáveis pela divulgação da cultura amazonense no Brasil e no exterior, tendo levado o ritmo do boi-bumbá para Las Vegas e Nova York, entre outras cidades. Em outubro de 2017, ele gravou o primeiro DVD, no palco do maior templo da cultura local, o Teatro Amazonas.

 

Klínger, que era casado com a também cantora Vanessa Alfaia, deixa quatro filhos e dois netos.