De acordo com o chefe do Núcleo de Entomologia e Controle Vetorial da Semsa, Edvaldo Rocha, 522 armadilhas serão instaladas em diferentes locais nos bairros Santo Antônio e São Raimundo, na zona Oeste, duas áreas com grande incidência do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

As armadilhas são Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDs), recipientes plásticos, envoltos em um tecido preto, onde é aplicado um larvicida, parcialmente diluído em água. Essa estrutura atrai o mosquito, que, após o pouso sobre o tecido, passa a carregar o veneno em suas patas, ajudando na sua dispersão.

Segundo o coordenador técnico do projeto, o pesquisador da Fiocruz, Jose Carvajal, já a partir do terceiro mês de aplicação das estações será possível constatar uma diminuição na população de mosquitos nos dois bairros, mas o resultado consolidado da aplicação dessa estratégia será monitorado ao longo de mais um ano.