Na penúltima noite do ano, o bairro Jorge Teixeira viveu uma noite intensa de crime, com perseguição, tiroteio e homicídios.

De acordo com a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), tudo começou com a morte do eletricista Junior Pantoja Batista, conhecido como “Vovô”, que tinha 38 anos.

Junior teria sofrido um atentado na rua Belford Roxo, onde foi atingido por seis tiros. Os familiares dele o socorreram e o levaram para o Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, onde ele morreu momentos após dar entrada.

 

OLHO POR OLHO…

Após o ataque, os soldados dele – que supostamente comandava uma boca de fumo no bairro – teriam iniciado uma perseguição pelas ruas da comunidade. Na altura da comunidade Valparaíso eles interceptaram um dos envolvidos na execução.

“Esse segundo homem que morreu, que ainda não foi identificado, teria envolvimento na morte do traficante. Ele estava sendo deixado aqui na rua Timbó, quando foi surpreendido pelos soldados da facção de Júnior. Ele também foi executado. Tudo indica que essa segunda morte seja uma retaliação à primeira. Os familiares de Júnior reconheceram esse segundo morto como um dos autores do homicídio”, explicou o sargento Evandro Ribeiro.

O homem a qual o sargento se refere foi identificado na manhã desta quinta-feira (31), como Ellino Pedrosa de Souza, que tinha 19 anos.

Os veículos usados no crime foram um carro, localizado na rua Parancaxi e uma moto, que até agora não foi localizada.

Os crimes estão sendo tratados como acertos de contas entre facções rivais.

Os dois corpos foram removidos pela equipe do Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Até o momento ninguém foi preso.

 

 

Mais sangue nas ruas da comunidade

Foto: Divulgação

O mototaxista Amarizio da Paixão, 56, morreu na noite desta quarta-feira (30), ao ser baleado na rua Coleira, comunidade Santa Inês, bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus.

Conforme o filho da vítima relatou à 30ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), que a morte do pai pode estar relacionada à venda de um terreno. “O filho dele chegou informando outra situação, que ele tentou vender um terreno para traficantes na área e que estaria sendo ameaçado, saiu até da residência dele. Não levaram nada dele, foi encontrado o celular dele caído”, explicou o sargento Vivaldo Lima.

Essa versão fez a polícia descartar a hipótese de latrocínio.

Amarizio ainda correu para dentro das dependências da casa de um conhecido, mas morreu no local. Os vizinhos descreveram ele como uma pessoa tranquila e alegre.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para a remoção do corpo. A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros(DEHS) deve investigar a causa do crime.