Fique em casa! Esse é o novo mantra ecoado nos quatros cantos desse mundão de Deus, no último ano. Mas e quando o lar não é um lugar seguro? E se o seu lar é em área vermelha, onde todos os dias você tem que lutar contra a violência em um estado falho e sem segurança? E se você ou quem ama terminasse como a pequena Lohanny Remijio? Ainda consideraria o seu lar um porto seguro?

 

O CRIME É MAIS EFICAZ

E se onde você morasse em um lugar esquecido pelas governantes, segurança e sociedade, onde o crime é quem dita as leis, regras e punições. Onde matar até pode, se for rival é claro, trocar uns tiros contra invasores tá tudo bem, mas se ferir um inocente é destino é certo: É SAL (linguajar utilizado para se referir a punição com morte).

 

BANALIZANDO A VIDA

Mas todos nós esquecemos os moradores da periferia da capital. Esquecemos quando não cobramos segurança, educação, saúde. Esquecemos quando banalizamos as dificuldades enfrentadas, quando nos sentimos privilegiados por morar em um lugar melhorzinho. E mais ainda quando aplaudimos que o Tribunal do Crime é mais eficaz do que a polícia. Que até prende, mas a Justiça vai lá e solta.

 

CONDOLÊNCIAS É O QUE SOBRA

Condolências é que sobra, uma casa vazia, com saudades e lembranças de uma garota risonha correndo pelos cômodos, brincando com irmãos. É isto o que sobra para Luana Lima, mãe da pequena Lohanny, enquanto aplaudimos o tribunal. Passados alguns dias ninguém mais lembrará, mas a genitora jamais esquecerá o dia que viu a filha morrer dentro de casa, onde era seguro.

 

FICA EM CASA

Fique em casa, eles dizem. Mas se a casa não é um lugar seguro, uma festa com 200 pessoas é que não é. Quem é privilegiado o suficiente para não morrer de bala, parece está tentando morrer de Covid. No dia em que o Amazonas completou um ano do primeiro caso de Covid-19, os agentes da Central Integrada de Fiscalização (CIF), coordenada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), encerraram uma festa clandestina na Avenida das Torres, bairro Flores, zona centro-sul de Manaus. O responsável pelo local foi preso.

 

SEM PREVENÇÃO

A Central Integrada de Fiscalização (CIF) fechou 26 bares neste sábado (13/03), em Manaus, por ultrapassar o horário de funcionamento e descumprir orientações básicas do decreto governamental de prevenção à Covid-19. Uma festa clandestina, com mais de 200 pessoas, e um bar, com mais de 100, foram flagrados durante a ação, que começou por volta das 13h e se estendeu até a madrugada de domingo (14/03).

 

Ninguém merece!!!

  • Rolezinho com cerca de mil pessoas é encerrado no Novo Aleixo
  • Festinha clandestina por toda a cidade
  • País tem 11,4 milhões de casos acumulados
  • Em 24 horas, as autoridades de saúde notificaram 1.127 novos óbitos, totalizando 278.229