Rafael Fernandes Rodrigues, que matou a facadas a ex-namorada, a Miss Manicoré Kimberly Karen Mota, que tinha 22 anos, vai a júri popular composto por sete jurados. A decisão foi assinada pelo juiz Anésio Rocha Pinheiro, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, após o resultado da perícia-médica de insanidade mental da Justiça Amazonense entender que ele deve sim responder pelo feminicídio.

O processo ainda está em andamento e caso Rafael seja condenado ele deverá cumprir pena criminal e não medida de segurança como vêm tentando os advogados do réu. Enquanto aguarda, Rafael permanece internado em uma unidade prisional da capital desde o dia 17 de maio deste ano.

 

O CRIME

O corpo da vítima foi encontrado na madrugada de terça-feira (12/05/2020), por volta das 4h, no apartamento de Rafael, situado na avenida Joaquim Nabuco, bairro Centro, zona sul da capital.

De acordo com a delegada Zandra Ribeiro, a jovem morreu após ter sido atingida por golpes de faca desferidos pelo infrator, que era servidor de um órgão público do estado de São Paulo, e estava há pouco tempo em Manaus. Segundo diligências em torno do caso, os dois mantiveram um relacionamento por cerca de dois meses. Entretanto, na ocasião do crime, eles já haviam se separado, por decisão de Kimberly.

 

“Durante os procedimentos de diligência em torno do caso, nós colhemos o depoimento de uma amiga da vítima, que relatou que no último domingo (11/05), Rafael havia buscado Kimberly. A amiga disse também que viu a jovem entrando no carro dele, um veículo da montadora Audi, de cor branca. Posteriormente, essa amiga não conseguiu mais manter contato com a vítima e decidiu informar ao tio de Kimberly o que havia ocorrido”, explicou Zandra.

Rafael não aceitava o fim do relacionamento 

Conforme Ribeiro, o corpo da vítima foi encontrado em um quarto do apartamento do infrator, por policiais militares, que foram acionados pelo tio da vítima. Uma das linhas de investigação aponta que o delito teria sido motivado pelo fato de que Rafael não teria aceitado o fim do relacionamento.

A delegada Zandra destacou ainda que, após levantamento feito junto à Delegacia do Turista, foi constatado que o indivíduo não embarcou para o estado de São Paulo, após a consumação do homicídio.