Graças aos seus mais de trinta anos de experiência atuando na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), o economista e ex-superintendente Gustavo Igrejas foi capaz de presenciar as diversas mudanças pelas quais a economia manauara passou e pôde elaborar um panorama detalhado sobre a mesma.

O livro “A Crise na Economia Brasileira e no Polo Industrial de Manaus” é uma coletânea de artigos escritos por Igrejas ao Jornal do Commércio entre 2016 e 2017, contando também com gráficos e tabelas detalhadas. Em entrevista à TV Maskate, o autor disse que na época havia se afastado da Suframa por motivos políticos e começou a escrever para o Jornal sobre a situação da economia amazonense.

Ele conta que na época o Brasil e o mundo estavam passando por uma crise econômica. Os motivos foram diversos, explicou Igrejas, citando os ajustes fiscais como um deles e esclarecendo que o livro aborda diversas outras razões para a crise, de maneira mais aprofundada.

O economista brinca dizendo que, apesar de seu livro falar sobre a crise, espera escrever o próximo sobre a recuperação da economia local, mas infelizmente o mundo acabou enfrentando a pandemia de Covid-19, o que acabou desacelerando os avanços que já vinham acontecendo.

No entanto, Igrejas é otimista em relação à recuperação dessa nova crise, pois o Amazonas foi um dos estados que alcançou o pico da pandemia muito rapidamente, e isso acabou adiantando a recuperação econômica em relação a outras regiões do Brasil.

“Enquanto o Brasil ainda estava muito parado na pandemia em junho e julho, nós já estávamos abertos e a economia aqueceu muito rápido”, afirmou Igrejas, informando que tem expectativas positivas para o final do ano por conta do reaquecimento da economia.