Um médico do município de Tonantins, interior do Amazonas, foi exonerado após dopar e realizar procedimentos abortivos em uma adolescente de 17 anos, com quem, possivelmente, mantinha um relacionamento extraconjugal, de acordo com o escrivão Mauro Barreto de Sá, gestor da 54ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município distante 865 quilômetros em linha da capital.

De acordo com Boletim de Ocorrência (BO), registrado por uma tia da adolescente, na unidade policial, o médico suspeitou que amante estaria grávida e a atraiu até a residência dele onde fez uma ultrassonografia na jovem e ao confirmar a gestação a dopou e realizou o aborto.

A jovem contou ainda que quando acordou ele disse que ela devia ir para casa, ao questioná-lo sobre o sangue ele disse que a garota estava com cisto. A menina foi embora, mas ao perceber que não parava de sangrar procurou uma unidade médica da cidade onde foi confirmado o aborto.

Ao dar início aos trabalhos de oitivas da vítima, constatou-se que a mesma está positivada para o Covid-19.

Por esse motivo, a mesma deverá ser ouvida após o período de quarentena.

Conforme o gestor, as diligências em torno do caso continuam e mais informações não poderão ser repassadas para não interferir nos trabalhos policiais. A prefeitura do município se manifestou e disse que já exonerou o funcionário público.