Um dos mercados de empreendedorismo mais afetados com a pandemia, foi o de venda de quentinhas nas ruas de Manaus. O fechamento de lojas obrigou os vendedores a baixar o preço, que caiu de R$ 10,00 antes da pandemia, para R$ 5,00 a unidade, apesar do volume de comida continuar sendo o mesmo.

A esperança é que não aconteça a “segunda onda” da Covid-19 e as lojas voltem a cerrar as portas.

Quem trabalha no ramo, como o casal Odeth Seixas, 38, e Arnaldo Lopes, 45, investe na qualidade, mesmo que os lucros não acompanhem o mesmo padrão da comida. “Melhoramos o cardápio pois essa é a única forma de manter a fidelidade do cliente. A esperança é que as lojas que fecharam as portas voltem a funcionar”, diz ele.

Na Avenida Grande Circular e Rua do Fuxico, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste da cidade, é comum encontrar empreendedores atuando nesse ramo, sempre acalentando o sonho de montar um restaurante.

– A gente vai tentando sobreviver…juntando dinheiro para alugar um ponto e abrir um restaurante”, sonha Edney Lopes, 54, que abandonou a profissão de pedreiro durante a pandemia para vender quentinha para os trabalhadores das lojas da Grande Circular.