Mael Gledson Abreu da Silva, de 27 anos, saiu de casa em pleno feriado, à noite, para ganhar o sustento da família. Voltou dentro do carro tumba do IML, covardemente assassinado. Jovem e esforçado, lutava em três frentes: UBER, 99 e IN DRIVER. Ralava no banco do motorista, fizesse chuva ou sol. Deu azar de pegar um assassino, que se irritou com ele. Inocente, deixou o bandido num posto do Manôa e ficou lá esperando a próxima corrida. O marginal voltou e lhe deu três tiros. Acabou com sua vida.

Ainda que ganhem muito dinheiro com os trabalhadores, essas operadoras de APP não dão garantia nenhuma aos profissionais. Eles são como um alvo ambulante. Rezando para que um bandido não solicite uma corrida e resolva assaltar, tirar a vida deles, levar carro., dinheiro e todas as esperanças.  Além da desproteção total, tem a situação de Manaus. Uma cidade violenta, insegura, tristemente abandonada à própria sorte.

Mael não volta mais para casa. Nem sairá mais para trabalhar e ajudar a enriquecer os donos desses aplicativos. Ele não foi o primeiro e muito provavelmente não será o último pai de família morto no banco do motorista.

Que tristeza, Manaus!