As investigações sobre essas denúncias de desvio de vacinas em favor de quem não estava no grupo a receber as primeiras doses estão sendo feitas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), órgão de inteligência do MPAM. O promotor de Justiça Armando Gurgel Maia, um dos responsáveis pela investigação diz que o processo corre em sigilo, não havendo como descrever os detalhes dos passsos que já foram dados. Mas o promotor afirma que o trabalho está prosseguindo. “Estamos evoluindo cada vez mais e devemos tomar, sim, providências para aqueles que são responsáveis sofrerem as penas, as sanções cabíveis previstas na lei”, afirma Gurgel Maia.

 

O GAECO, segundo o promotor, tem usado de recursos tecnológicos para apurar os fatos ” Há toda a possibilidade, através do banco de dados públicos, de nós avaliarmos isso. Então, é um trabalho um pouco demorado, até pela quantidade de pessoas que estão sendo denunciadas praticando esse tipo de conduta. E nós temos também que avaliar não só se elas cometeram esse tipo de conduta, mas de que forma isso foi conseguido, na medida em que a custódia e administração dessas vacinas é por parte de servidores públicos”.

 

“Então, nós temos que avaliar o envolvimento inclusive de autoridades no desvio dessas vacinas, tendo em vista, que isso aí é importante que seja repercutido para a sociedade e assim sejam percebidas as coisas. É óbvio que o destino dessas vacinas é uma questão que está na primeira ordem do dia, na pauta de todos nós. Nossas vidas dependem dessas vacinas, da imunização e de outros procedimentos que vão nos livrar dessa pandemia. O MP será incansável na determinação da responsabilidade dessas pessoas, sejam elas agentes públicos ou particulares que estejam se beneficiando disso, podendo aí haver a prática de diversos crimes, como peculato nos desvios dessas vacinas, pelos servidores públicos e aqueles que estão se beneficiando desse desvio”, finaliza o promotor Armando Gurgel Maia.