Dez anos vendendo churrasco para sobreviver com dignidade, uma psicóloga do bairro Alvorada, em Manaus, se viu vítima de um dos piores preconceitos do Brasil: preconceito contra quem trabalha! No país das operações da Polícia Federal contra políticos corruptos, Etianny Waughan foi alvo de chacota, fez um desabafo nas redes sociais e viu, da noite para o dia, seu empreendimento decolar, graças às pedras de quem tentou feri-la.

“Coitada! nesse sol quente limpando”. ”Quem mandou não estudar”. O diálogo entre duas senhoras ao verem Etianny limpando a rua antes de abrir a barraca de churrasco, há uma semana, foi o motivo do desabafo da psicóloga. “Foi assim que consegui manter uma faculdade de 5 anos, e que hoje sou formada em Psicologia. Foi nessa banca que arrumei dinheiro pra bancar meus estudos, meu transporte e minha alimentação pra faculdade e estágio.”, escreveu a mãe de uma criança de 1 ano.

Imediamente a postagem viralizou, passou das 10 mil curtidas e recebeu centenas de mensagens de apoio. Agora, a profisisonal humilhada não dá mais conta de tantos clientes. “Minha mãe me ajudou bastante, sou grata por tudo que fez/faz por mim, mas a maioria das vezes tive que ralar bastante pra ter tudo que tenho… E eu não tenho um pingo de vergonha do meu churrasquinho… 🥰”.

A ofensa se transformou em benção. “Agradeço de coração mais uma vez!!! Meu churrasco acabou super cedo, peço desculpas por não conseguir atender a todos!!! Obrigada, obrigada, obrigada!!! Deus é fiel 🥺🙏🙌”.

ENDEREÇO

“O endereço do meu churrasco fica no prosamim do Alvorada, esquina com rua zero!! Funciona de seg a seg das 18h até acabar kkkkk”

VISÃO DE FUTURO

“Motivos que ainda não deixei o churrasco: eu me formei com 22 anos tenho muito chão pra construir minha carreira e o churrasco já vendo desde os meus 11/12 anos, sem contar que agora eu tenho um bebê de 1 ano e prefiro trabalhar em casa para cuidar dele!!!”