Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio das Delegacias Especializadas em Crimes contra a Mulher (DECCMs), deflagra, nesta segunda-feira (08/03), a operação ‘Resguardo’, maior ação de combate a crimes de violência contra a mulher do Brasil. A operação ocorre nos 26 estados do país e no Distrito Federal (DF).

A ação integrada teve início no dia 28 de janeiro deste ano, em todo o Brasil, para apurar denúncias de violência doméstica.

 

O Estado do Amazonas observou um crescimento na notificação de crimes de violência doméstica contra mulheres no ano passado, com uma alta de 34%. Foram registradas 25.132 ocorrências, seis mil casos a mais que em 2019. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM).

“Foi um crescimento generalizado no Brasil e isso se explica pela pandemia”, afirmou a delegada Débora Mafra, responsável pela Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher da zona sul de Manaus.

O mês de abril apresentou o menor registro de ocorrências do ano. Naquele mês o estado viveu a fase mais rígida das medidas de isolamento por conta do primeiro pico da pandemia de Covid-19.  Em todo o Amazonas, as delegacias de Polícia Civil receberam 756 ocorrências de violência doméstica contra mulheres no âmbito da Lei Maria da Penha. Já agosto teve a maior formalização por meio de Boletins de Ocorrência no ano, ultrapassando 2,6 mil registros.

“O agressor já maltratava a mulher e passou a ter mais tempo para isso, com o agravante de violar os direitos da companheira ou da mãe por questões relacionadas à própria pandemia, como o fato de não poder sair de casa, a perda do emprego ou a falta de dinheiro”, disse a delegada.

Os casos de feminicídio também cresceram ano passado. Em todo o estado, foram registradas 16 ocorrências dessa modalidade de homicídio qualificado, contra nove casos de 2019. Além de Manaus, que teve 13 mulheres vítimas de feminicídio, houve casos confirmados nos municípios de Nova Olinda do Norte, Careiro e Manacapuru.