A pandemia da covid-19 fez aumentar os negócios da plataforma OnlyFans, que permite que usuários postem nudes e outros conteúdos, enquanto que fãs fazem  assinaturas para acessá-los.

As medidas de isolamento social contribuíram para que essa rede social virasse uma fonte de renda para quem ficou desempregado. Por outro lado, algumas pessoas viram na plataforma uma oportunidade de ter experiências eróticas virtuais. A união desses dois públicos levou ao bom desempenho dos negócios no ano passado e a expectativa é de se repetir também neste ano.

De acordo com O Globo, o OnlyFans bateu a marca de 100 milhões de usuários no ano passado, considerando as pessoas que postam fotos e vídeos mediante uma mensalidade (que varia entre R $ 27 e R $ 270) e seus fãs, que também pagam uma assinatura para observar alguém.

A plataforma foi criada no Reino Unido em 2016 e só em dezembro do ano passado repassou mais de US$ 300 milhões a seus criadores de conteúdo, expansão de de 370% em relação ao mesmo mês de 2019. A plataforma fica com 20% da arrecadação com assinaturas.

Jessica Alper, executiva de mídia do OnlyFans, disse ao O Globo, que mais de 100 criadores de conteúdo receberam mais de US$ 1 milhão com suas postagens.

Aqui no Brasil, fontes ouvidas pelo jornal dizem receber entre R$ 6.000 e R$ 10 mil com as suas postagens. Vale destacar que nem todos os conteúdos publicados na plataforma são nudes.

Nos Estados Unidos, uma contadora que deixou o emprego para cuidar do filho de 2 anos cuja creche foi fechada por causa da pandemia, disse que já ganhou cerca de US$ 100 mil postando fotos de vestidos sensuais ou lingerie.