Com todos os holofotes de um grande escândalo policial, como quem tivesse descoberto a pólvora em plena guerra do Paraguai, o governador do estado do Amazonas, Wilson Lima, conhecido de tantos programas “Alô Amazonas”, foi para as redes sociais dizer o que pensa da operação “Sangria”, para apurar suposto esquema de fraude no setor de finanças na saúde do Amazonas.

Covil de vírus

A SUSAM, faz tempo, se transformou num covil de confrades da falta de ética, moral e dos bons costumes. Pega bem começar um mandato sob os auspícios de uma grana preta e reluzente nas dispensas de Licitações, as primeiras investigações indicavam uma sangria de bufunfa destinadas a combater a pandemia que assolava o Amazonas.

Vírus de vinho

O valor corresponde a primeiros meses de roubalheira do esquema que parece não ter fim, mas existe suspeita de que o grupo vinha atuando há mais tempo. Ô, loco!!! A grana desviada equivale a uma pequena parcela da pacoteira que todo secretário e servidor graduado sonham em botar a mão algum dia. Principalmente se o colega de taça de vinho estiver junto.

 Vinho de bacaba

Na verdade, o rombo na compra dos respiradores na loja de vinho – a grana deveria ser emprestada por um Amigão do comércio varejista, para que a loja de vinho entrasse na parada. Os donos da adega se encarregaram de fazer a venda e o recebimento em tempo recorde – é apenas um ponta descongelada do gigantesco iceberg de maracutaia que se esconde atrás, embaixo, em cima, pro lado que o freguês quiser, daquele suntuoso prédio de tantas estórias de rapinagem e mal dizer.

Estagiários da Compensa

Os nomes de supostos envolvidos foram revelados na hora e somente o governador Wilson Lima e o vice Carlos Almeida, que de defensor público, não deveria sequer usar o título, nesse caso. Não foi preciso inquérito administrativo nem investigação policial para que tudo viesse à tona. Foi apenas uma reportagem do Roberto Cabrini, do SBT, a mando de um preterido na jogada, não! Ajoelhou tem que rezar a cartilha da inquisição.

Ah, coitada!

Na operação entrega logo os Estagiários da Compensa que dói menos, a secretária da Susam nem se preocupou diante da PF em sua casa, foi entregando celular, chaves, senhas como se estivesse esperando os tiras da Federal. Disse que iria explicar o funcionamento, critério e metodologia do rito sumário de apuração da marmelada. Mas, quando viu o brilho das algemas, caiu em lágrimas. Coitado mesmo de quem perdeu um parente para o Covid-19, mana!

Flagrante antigo

Deu a impressão que os acusados foram pegos no mais claro e evidente flagrante da calça arreada sem direito a qualquer explicação para a façanha ou imoralidade. Ora, se o golpe existe há pelo menos 50 anos, esse flagrante já devia ter sido dado, ou não é tão evidente e insofismável assim. Tantos secretários e servidores presos por tantas operações e nada de acabar o vírus da corrupção na Saúde. Tem alguma coisa que não bate com outra coisa …

Ninguém Merece!!!

  • Segundo as revelações bombásticas dos envolvidos na operação fraudulenta, não são somente os funcionários da Susam.
  • O grupo de suspeitos se completa com os nomes de fornecedores antigos já presos em outras operações e até de quem fez a denúncia na imprensa nacional.
  • Por própria conta e risco, o MPF já levantou a lebre, ou seja, a ponta do tapete que provavelmente esconde o lodaçal.
  • O vice-procurador do MPF já revelou a existência de esquema e disparou: “Uma quadrilha dessa natureza não age isolada. Tem um chefe que age com articulações”. A bronca é tua, Pará !!!