AINDA QUE POR METÁFORAS IMPLÍCITAS, VERDADEIRAS, DOIS GIGANTES AMAZONIENSES IRMANAM-SE À CAMINHO DO MAR;
CONJUMINANDO COM OUTROS NÃO MENOS GIGANTES, FUNDEM-SE O BARRO E A NEGRITUDE EM UM TOM BEM MAIOR;
O ENCONTRO DAS DUAS FONTES TRANSFORMA EM INEBRIANTES CORES SALTANDO AOS OLHOS DOIS AMORES;
SEM PRECONCEITO QUALQUER, NEM SINTOMAS SEQUER, O NEGRO E O BRANCO SE CASAM E GERAM O FILHO QUERIDO, DESTEMIDO;
AMAZONAS, O COLO DE DEUS TRANSFORMOU-SE NO MAIS MARAVILHOSO ENCONTRO DE AMOR, UM REDEMOINHO DE ÁGUAS;
AGIGANTA-SE A NATUREZA, RUMOR DE TANTA BELEZA, MENESTRÉIS A CANTAR FELICIDADE;
ENCONTRO DAS ÁGUAS, QUEM O VÊ ESQUECER JAMAIS, ALI VOLTAR PRA SOBRE ELE PASSEAR;
VISITE-O, ADMIRE-O, SOBRE ELE BEBA O SOL QUE O ALIMENTA E PRESERVE O PASSADO QUE O SUSTENTA.
Poeta e escritor – Odilon Andrade