Com direito a grito de torcida do Mengão, o ex-governador Amazonino Mendes, o Negão, como ele  mesmo adora se autodenominar, chegou de São Paulo lindo, leve e solto – como diz sua sobrinha Mônica Said. Com receio do míssil Menezão, lançado pelo poder central, leia-se Governo Federal,  o cara mandou um recado para o prefeito Arthur Neto, dizendo que vai tomar e não se apartará novamente da caneta, da cadeira e da chave da sede da Compensa tão cedo, enquanto saúde e compulsão pelo poder, tiver. Saúde não é lá seu forte mas a compulsão pelo mando e favor supera tudo e por isso ele está novamente nas paradas. Aliás, ele nunca se afastou delas. Sua alça de mira está exatamente no ex-superintendente da Suframa, coronel Alfredo Menezes, que cresceu vertiginosamente em suas pesquisas, que pode lhe tomar a vaga no segundo turno e consequente o lugar da poltrona, caneta e as chaves do cofre da Prefeitura.  

 “A mesma trilha do Príncipe, de Maquiavel” 

Seguindo seu livro de cabeceira, depois de 40 anos de revezamento entre cargos executivos e legislativos, ficou 2018 sem mandato popular – um compasso de renovação estratégica – mas jamais se apartou das decisões, articulações e barganhas do embate político local.  O Negão usa invariavelmente a mesma fórmula de sedução e intimidação que lhe conferiu sucesso e lhe rendeu muita plata, poder e prestígio, como nunca ocorreu a outro líder na história política regional.

 Exército da Salvação 

 Na algibeira, uma tropa de assessores pro que der e vier, principalmente por que vier e der, dispostos a tudo, amoral e amorfo, Francisco Deodato, que se especializou em causas médicas sinistras e frequentemente vitoriosas sobre as enfermidades do próprio Amazonino.  Sabe Deus e o Diabo a que preço. Por essas e por outras, Amazonino se acha, como se diz por aí, o ó do borogodó! Sua facilidade em mobilizar pessoas, manipular seus anseios e monitorar seus projetos é ímpar. Nada lhe escapa e nenhum enfrentamento fica sem resposta. Por ter a habilidade e a competência de manusear parceiros, fatos e recursos, sobrou-lhe a sensação, que com o tempo virou suspeita e depois certeza, de que alguma divindade gnóstica se miscigenou com sua existência.

 A mesma dupla de ataque 

 Sua compulsão pelo poder tem a Prefeitura de Manaus como trampolim para tomar o governo do e$tado em 2020 – pela onipotência, onipresença e onisciência, ou seja, a reencarnação do poder superior. Recentemente, se recuperou e se turbinou por 100 dias na capital paulista, por causa da gravidade de seu estado de saúde propiciando o boato de que estaria pendurando as chuteiras, que entregaria a Eduardo “Boca” Braga,  a vaga de candidato a prefeito e passaria a cuidar das coisas do Governo do Amazonas. Pura cascata ! Ele vem, está fritando o insuportável Dr. Deodato. Puro miolo de pote. E que a prefeitura não será um trampolim para voltar a governar o Estado. Puro blefe!