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Os mortos-vivos da Praia da Lua

19 de outubro de 2024
em Maskate Tablóide
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Os mortos-vivos da Praia da Lua
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Era uma noite de luar; eu, Mariana, a Kátia, a Marly Baixinha e o Jânio estávamos na Praia da Lua, em Manaus. Íamos amanhecer naquela praia para comemorar o sucesso no vestibular para a Faculdade de Direito. Cinco jovens cheios de sonhos, futuros advogados com “DR” antes no nome, como mamãe sempre dizia. Sem querer lembrei de mamãe, que morreu sem ver o sonho realizado, de ter um doutor na família.

A noite era de luar e o banzeiro estava muito forte. Fiquei na praia deitado, com uma garrafa de Campari na mão e um copo brasileiro, enfiado na areia. O ano era 1979. Os anos dourados. Meus quatro amigos estavam se aventurando em uma canoa, lutando contra o banzeiro. Por não serem de Manaus, fiquei preocupado, pois eles não sabiam como o banzeiro do rio Negro é perigoso.

Fiquei vendo eles se afastarem ao longe, quando os primeiros trovões começaram a estalar no céu. De uma hora para outra, vi uma nuvem negra encobrir a lua e só deu tempo de ver a canoa virando e eles caindo n’água. “Meu Deus!”, exclamei, pois nenhum deles sabia nadar, quer dizer, à exceção de Marly, mas ela não conseguiria salvar a todos.

Os relâmpagos que espocavam com estrondos ensurdecedores mostravam a luta deles para manterem as cabeças fora da água ou boiar. Passado o terror inicial, joguei-me na água e com largas braçadas cheguei perto do local onde eles estavam, mas não vi mais ninguém. Nadei de volta cansado, com câimbra na perna esquerda e cheguei na praia. Não tive outra reação a não ser chorar alto, num desespero incontido por ver meus amigos morrerem na minha frente, sem que eu nada pudesse fazer.

A chuva passou e eu fiquei lá na areia, sem me mover. O cansaço e tristeza eram tanto que meu cérebro deu um jeito de desligar e eu apaguei ali mesmo na praia. Despertei com o sol alto, bem na minha cara e ouvi as risadas e os gritos de Marly, jogando vôlei com os outros. Não entendi nada, mas a alegria foi tão grande em saber que tudo tinha sido um sonho, um horrível pesadelo, que o Campari foi o causador de tudo, que me levantei e corri até eles.

Corria numa alegria incontida e olhei para o sol, que estava com uma coloração diferente: vi vários pontinhos pretos se mexendo, saindo do sol, que ficou esverdeado e milhões de borboletas com asas de vidro, resplandecentes, encheram a manhã, enquanto a areia faiscava como pequenos diamantes. Senti uma paz imensa. Quando cheguei perto dos meus amigos, eles olharam para mim, me chamando. De repente, vindo não sei de onde, ouvi uma canção e percebi que vinha de todos os lugares e lembrei da minha infância, nos acordes tão conhecidos:

“Se algum dia, à minha terra eu voltar…quero encontrar as mesmas coisas que deixei…quando o trem parar na estação eu sentirei no coração, a alegria de chegar…”.

O vozeirão de Timóteo se fundiu ao barulho das águas e eu cheguei até eles. “Como vocês se salvaram? Como conseguiram nadar?”, perguntei. Ouvi a gargalhada estridente da Kátia, olhando para minha cara, sem responder. De repente, Kátia começou a ficar brilhante, foi ficando transparente e sumindo na minha frente…

E isso foi acontecendo com todos, só ficando meu grande amigo Jânio, que estendeu a mão, pegou na minha e me disse: “Vamos, meu amigo…nosso tempo aqui acabou”…e vi minhas pernas brilharem, o brilho foi aumentando, até que fui sumindo, sumindo…

Todos morremos naquela noite.

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